Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento

O pequeno Cauê da Silva da Cruz, de sete anos, morreu assassinado na Vila Torres, no bairro Prado Velho, em Curitiba, na tarde deste domingo (2). O soldado Dexcheimer, da Polícia Militar (PM), afirmou que a mãe do garoto relatou que o assassino mirou a arma contra Cauê. A polícia também investiga se ele só estava na hora e no local errado, no caso de ter acontecido um tiroteio entre as gangues da região.

“A mãe e o menino estavam saindo do mercado na Rua Manoel Martins de Abreu quando foram abordados. O garoto levou o tiro e morreu a caminho do Hospital Cajuru, já a mulher, de 32 anos, foi baleada no pé e não corre risco. Algumas pessoas falaram que o atirador estava a pé e outras que ele estava de bicicleta”, descreveu o soldado à Banda B.

A informação que chegou a PM é de que o menino, morador no lado esquerdo da Vila Torres, onde fica a ‘Gangue de Cima’, já estaria na mira do pessoal do lado direito, onde está a ‘Gangue de Baixo’.  Por sua vez, a PM também tem a hipótese de uma morte por acidente, na qual o menino teria sido vítima de uma bala disparada em um tiroteio entre as gangues.

Várias viaturas estão na região para garantir a segurança, já que outros casos podem ser desencadeados por conta da morte de Cauê.

Socorrido pelo pai

O menino foi socorrido pelo pai até o Hospital Cajuru, local em que a mãe também está hospitalizada. Testemunhas, por se tratar de um menino de sete anos, apontaram que ele teria sido vítima de uma bala após uma troca de tiros entre as gangues, mas a própria mãe disse que ele era o alvo.

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso e tenta descobrir porque o pequeno Cauê seria o alvo dos assassinos, no caso da versão da mãe ser confirmada.

Vestibular UFPR

A poucas quadras do local do assassinato, estudantes saiam da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), onde acontecia o vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Quem queria descer pela Rua Guabirotuba, para acessar a Av. das Torres ou ir ao bairro Jardim Botânico, precisava desviar o caminho, já que uma quadra da rua foi fechada pela PM.

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