Por Felipe Ribeiro

A morte do engenheiro Ricardo Attila Tenius, de 31 anos, chocou Curitiba no começo da semana, mas com a descoberta do autor do crime deixou todos perplexos nesta sexta-feira (23). Segundo a polícia, o responsável pelo disparo possuí apenas 14 anos e estava na companhia de um adolescente de 17 e outro que pode ter 12. A vítima foi morta quando chegava em casa na segunda-feira (19), no bairro Lindóia, e não havia percebido que a família havia sido rendida pelo trio durante assalto.

Engenheiro morreu aos 31 anos (Arquivo Familiar)

Engenheiro morreu aos 31 anos (Arquivo Familiar)

De acordo com o delegado Rafael Vianna, da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), todos ficaram muito perplexos com a situação e o caso nos faz pensar em toda a estrutura social do país. “Estamos todos chocados pela audácia e frieza, o engenheiro foi morto na frente da família, que inclui um filho de três anos. Esse é o país que infelizmente vivemos, onde adolescentes de 14 anos entram em uma casa e matam pais de uma família bonita e estruturada. Não sabemos a explicação disso, ficamos perplexos e tristes com a situação”, relatou.

O assassinato aconteceu rua Oscar Wilde, por volta das 23 horas de segunda-feira (19). Tenius havia acabado de chegar da faculdade e demorou para colocar o carro dentro da garagem por causa do carro do pai. Nesse momento, o trio invadiu a casa e fez refém a esposa, o filho e o pai dele, no andar de cima do sobrado. Não notando o assalto, o engenheiro foi dar comida aos cães e acabou morto em um provável susto do adolescente.

Segundo o delegado Vianna, o autor do crime já possuía passagens pela polícia e está apreendido na Delegacia do Adolescente (DA). Os outros dois envolvidos já foram identificados.

Desabafo

Durante a terça-feira seguinte ao assassinato, o crime causou comoção nas redes sociais. No Facebook, uma amiga questionou a capacidade do estado de combater a criminalidade e lamentou a impossibilidade de ter tranquilidade dentro da própria residência.

“País medíocre, de políticos nojentos, tenho vergonha de pensar que uma nação não é capaz de se unir para acabar com essa podridão toda (…) Hoje uma grande amiga perde seu parceiro, seu companheiro, seu marido. Um pai exemplar, uma família feliz, que hoje está muito triste. Esse país tinha tudo pra ser o melhor de se viver, mas não é! Vivemos prisioneiros de uma rotina medíocre, onde trabalhamos pra sobreviver, pagando contas e mais contas, sem ter ao menos uma mísera paz de chegar em casa”, relatou.

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