Por Luiz Henrique de Oliveira e Bruno Henrique

A Polícia Civil investiga um sequestro seguido de estupro que aconteceu na noite do último domingo em um bairro da Região Sul de Curitiba. Uma menina de 13 anos, que veio da Itália visitar a avó, foi abusada por um marginal de cabelo grisalho, que aparentava ter 50 anos, e usava uma roupa camuflada.

O crime começou por volta das 20h30 de domingo na casa da avó da menina. O rapaz com um revólver em punho invadiu a residência e fez como refém três adultos, a adolescente e uma criança de oito anos. “Antes ele tinha passado e visto a minha menina. Acredito que ele voltou de propósito depois”, contou a mãe da vítima.

Dentro da casa, o marginal amarrou todos e disse que precisava levar alguém como refém. Ele ameaçou sequestrar a criança de oito anos, mas a menina de 13 não aceitou e pediu para que ele a levasse. “Após isto, a minha filha conta que ela andou três quadras com o marginal, até quando ele rendeu o motorista de um Escort e o fez dirigir até a região da BR-116, em Fazenda Rio Grande”, descreveu a mãe.

Neste local, segundo o relato da garota, o marginal pediu para o motorista de o Escort permanecer agachado enquanto, com a menina dentro do carro, cometia o estupro. “Em um determinado momento minha filha contou que ele olhou para trás e viu que o rapaz tinha desaparecido. O marginal ficou desesperado e também correu, assim com a minha menina”, relatou.

Em seguida, a menina conseguiu encontrar uma ambulância da concessionária que administra o trecho e foi levada até um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). “Ela ficou por lá até que conseguimos contato. Hoje ela está sendo medicada depois do que aconteceu, mas passa bem. Queremos justiça. Queremos este marginal preso”, disse.

Por fim, a mãe da garota salientou que é preciso voltar à Itália em breve, mas falta vontade. “Depois do que aconteceu, vai levar um tempo para seguir em frente. Mas minha filha está viva e isto nos motiva”, concluiu.

Medo

Na região em que o estupro aconteceu, o clima é de preocupação. “Estamos todos com medo. O rapaz agiu a sangue frio, de uma maneira covarde e está em liberdade ainda. Coitada desta menina”, falou um morador da região.