A primeira dama dos Estados Unidos, Melania Trump, entrou com um processo contra o jornal britânico Mail Media na segunda-feira, pedindo US$ 150 milhões em danos pela publicação sustentar, falsamente, que ela teria trabalhado como acompanhante e gerando “múltiplos milhões de dólares” em prejuízos durante o período em que ela “se tornaria uma das mulheres mais fotografadas do mundo”.

(Foto: EBC)

Segundo a ação, o artigo prejudicou significativamente as vendas da marca de joias e acessórios de Melania, assim como oportunidades futuras de negócios.

Melania, segundo o própria acusação, “tinha a oportunidade única, como uma pessoa extremamente famosa e bem conhecida, ex-modelo profissional, porta-voz da marca e mulher de negócios bem sucedida, de lançar uma marca de ampla variedade de produtos, cada um podendo render múltiplos milhões de dólares por múltiplos anos nos quais ela seria a mulher mais fotografada do mundo”.

A ação sustenta que esses negócios “incluiriam vestuário, acessórios, sapatos, joias, cosméticos, produtos para o cabelo, pele e fragrâncias”. Ela também afirma que o artigo “prejudicou sua aptidão para cumprir suas funções como primeira dama”.

A ação atraiu críticas por parte de especialistas em ética, que entendem que a família de Trump parece interessada em lucrar em função da presidência. Em dezembro, a filha do presidente, Ivanka, também foi alvo de críticas após sua linha de joias disparar emails com título “Alerta de estilo” mostrando o bracelete que ela utilizou em um programa de entrevistas ao lado do pai, quando o republicano já havia sido eleito.

Os filhos de Trump, Donald Jr. E Eric, também foram criticados por seu laços com uma organização sem fins lucrativos que oferecia aos principais doadores acesso ao presidente durante o fim de semana da inauguração. Eles afirmaram que não estavam envolvidos na oferta.

Uma porta-voz de Melania afirmou que “a primeira dama não tem intenção de utilizar sua posição para lucrar e não irá fazê-lo ”

O Daily Mail e sua edição online publicaram em meados do ano passado, e posteriormente voltaram atrás, a história de que Melania trabalhou como acompanhante na década de 1990. O artigo reproduziu rumores e citou um porta-voz da família negando a acusação. Em um texto posterior, o jornal afirmou que o artigo “não pretendeu sugerir ou afirmar que essas alegações eram verdadeiras, nem tentou sugerir que a senhora Trump trabalhou como acompanhante ou no “na indústria do sexo”.

Na semana passada, um juiz de Maryland negou prosseguimento a uma ação parecida que Melania impetrara no ano passado, afirmando que sua jurisdição não era a mais apropriada para o assunto.