Denise Mello e Juliano Cunha

gogola

Policial Marcos Gogola foi morto nesta quinta-feira

Três pessoas foram presas, um homem morreu e outro saiu baleado no início da noite desta quinta-feira (5) em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. Todos apontados pela polícia como participantes do assassinato do policial Marcos Gogola, na manhã de ontem. Cerca de 60 policiais participaram da megaoperação.

O confronto final aconteceu dentro de uma casa na Rua Simeão, bairro Cristo Rei, quando policiais do COPE (Centro de Operações Policiais Especiais) foram recebidos a tiros. Dionatan Mendes de Quadros, preso que foi resgatado durante a manhã e teria ordenado a morte do policial. Ele foi baleado nas pernas, barriga e levou três tiros no braço, que deve ser amputado. Conduzido ao Hospital Nossa Senhora do Rocio, a informação inicial era de que ele não corria risco de morte.

O suspeito morto foi identificado como Pedro Thiago Kochinski Ferreira de 20 anos. Ele teria sido o responsável pelos disparos que mataram Gogola e feriram o agente carcerário. No momento da troca de tiros com a polícia na noite desta quinta, Pedro foi morto. Ele estava com duas armas, sendo que uma delas era do policial morto.

confronto Campo Largo

Confronto com suspeitos reuniu 60 policiais

Em entrevista coletiva na noite de ontem, ainda no local do confronto, a delegada de Campo Largo, Dra. Gisele Mara Durigan, visivelmente abalada com a morte do colega, comentou o caso.

“Houve o confronto na prisão dos envolvidos e foi necessário o uso de arma de fogo. Eles reagiram e um deles foi a óbito. O Dionatan foi baleado e está no hospital”, contou.

A delegada, que era amiga de Gogola, disse que todos estão muito abalados diante deste crime covarde. “Não podemos dizer que a operação de prisão dos envolvidos foi um sucesso porque tudo isso é uma lástima. O Gogola passou noites e noites sem dormir para combater os crimes. Nosso índice de homicídios caiu aqui em Campo Largo e o Gogola colaborou muito para isso. Perdemos um amigo, mas o profissional neste momento tem que prevalecer. O emocional deixamos para depois, mas é muito difícil”, disse a delegada.

Prisão

De acordo com o delegado Edward Figueira Ferraz, do COPE, explicou como a polícia chegou até os acusados. “Recebemos várias ligações e informações sobre o paradeiro do grupo. Durante à tarde, uma moto CG azul furou um bloqueio da polícia e no início da noite, recebemos a informação de que a moto estava estacionada nessa residência no bairro Cristo Rei. Chegando lá, fomos recebidos a tiros e o confronto foi inevitável”, contou o delegado.

Na casa, segundo o delegado, os policiais encontraram um recorte de jornal com uma reportagem sobre a prisão de Dionatan, acusado de tráfico de drogas.

O enterro de Gogola está marcado para as 10h00 desta sexta-feira no cemitério da Água Verde.