Da Polícia Civil

Mais de 100 medicamentos em situação irregular foram apreendidos durante uma operação desencadeada pela a Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Decrisa), na última semana. Uma mulher de 59 anos, flagrada com os produtos em sua residência no bairro Capão Raso, foi encaminhada até a delegacia para prestar esclarecimentos.

medicamentos

(Foto: Polícia Civil)

As investigações iniciaram depois que a equipe policial recebeu informações anônimas de que uma pessoa estaria comercializando medicamentos manipulados de forma irregular. Ao se deslocar até o local com o apoio da Vigilância Sanitária, a polícia encontrou diversos produtos em situação ilícita.

Foram apreendidos cerca de 120 frascos de ervas medicinais, 54 garrafas de substâncias não identificadas, três galões de 20 litros, também com produtos não identificados. Além da apreensão de cinco caixas de suplementos de vitaminas com o prazo de validade vencida e sem lote de controle de fábrica e 20 comprimidos não identificados.

No local também apreenderam quatro frascos de antidiabéticos, sem lote; seis frascos de cloreto de magnésio, sem a data de validade; e cinco frascos de óleo, sem lote. Ao ser questionada pela polícia sobre os medicamentos, a mulher alegou a polícia que seu pai – já falecido – exercia a função de curandeiro e que após a sua morte, algumas pessoas ainda o procuravam.

A mulher assinou um Termo Circunstanciado (TC) pelo delito de curandeirismo em seguida foi liberada.

CURANDEIRISMO – É considerado um dos crimes contra a saúde pública previsto no código penal artigo 284. A atividade é realizada por quem não possuí nenhum conhecimento de medicina tornando essa prática extremamente perigosa.