Por Elizangela Jubanski

aline-mafra

Corpo de Aline foi encontrado quatro dias após sumiço. Foto: Reprodução Facebook

A mãe da jovem Aline Moreira, de 18 anos, encontrada morta nesta terça-feira (1º) após ter pego uma carona com o namorado da mãe, está em estado de choque. Ela descobriu que o namorado dela, José Ademir Radol, de 48 anos, é o principal suspeito de ter assassinado a garota. A carona aconteceu na sexta-feira (27) e a jovem desapareceu logo após mandar mensagens pedindo socorro. A família mora em Mafra (SC) e a jovem viria a Curitiba para visitar o namorado. A mãe está sob efeitos de medicamentos e ainda não prestou depoimento à polícia por não ter condições psicológicas, de acordo com a Delegacia de Rio Negro. O suspeito está foragido. A foto dele deve ser divulgada à imprensa até amanhã.

O corpo da jovem, já em decomposição, foi encontrado em uma estrada rural do bairro Fazendinha, a 40 km de Rio Negro (SC). Aline estava completamente nua e pode ter sido vítima de abuso sexual. Ela tinha um hematoma na cabeça e pode ter levado um golpe de barra de ferro. José chegou a entrar em contato com a mãe de Aline, mas não disse onde estava e afirmou ter deixado a jovem na Rodovia do Xisto, região metropolitana de Curitiba, depois que o carro apresentou problemas mecânicos. Ele insistiu em encontrar com a mãe da jovem, mas, com medo e a filha desaparecida, ela recusou.

O irmão de Aline, Irdes Correia, 42 anos, fez o reconhecimento do corpo da garota na manhã de hoje (2) no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. De acordo com ele, a mãe da garota continua sem condições psicológicas para fazer os trâmites legais para a liberação do corpo da garota. O velório e o enterro estão programados para acontecer na cidade em que a família mora.

Irdes contou à Banda B que conhece o suspeito do crime há, pelo menos, 25 anos. “Ele é lá da região. Conheço o José há muito tempo, mas não fazia ideia que ele tinha um relacionamento com a mãe da Aline”, relata. O irmão de Aline disse que eles se aproximaram há dois anos quando o pai faleceu. “Somos irmãos por parte de pai e como perdemos essa ligação resolvemos nos aproximar mais. Mesmo assim, não nos falávamos todos os dias e a relação era um pouco superficial”, contou. Aline sonhava em ser delegada e tinha trancado a faculdade que cursava Direito há alguns meses, em Curitiba, para voltar a morar com a mãe, em Santa Catarina.

Investigações

De acordo com o delegado Sérgio Luiz Alves, de Rio Negro, a família do suspeito está providenciando uma foto para que seja amplamente divulgada. “Ele ainda é um suspeito, é importante que a gente consiga encontrá-lo. De qualquer forma temos informações importantes que já nos dão consistência para seguir com a investigação. O carro que eles estavam será analisado para ver se encontramos algo que acrescente”, explica, em entrevista à Banda B, na manhã de hoje.

Alves confirmou que o relacionamento entre a mãe e José começou por meio da rede social Facebook há cerca de três meses. “O relacionamento era curto, mas como ainda não conversamos com a mãe, não podemos afirmar se realmente ele deu um nome falso a ela”. O suspeito possui uma passagem pela polícia por tentativa de estupro em Santa Catarina no ano de 2011.

Quem tiver informações sobre José Ademir Radol deve procurar a polícia no telefone 3270-1950.

Notícias Relacionadas:

Jovem que pegou carona com namorado da mãe é encontrada morta e sem roupas