A Polícia Civil de Cascavel, na região oeste do estado, encerrou o inquérito da morte de Rafaela Eduarda Trates, de 05 anos, morta por espancamento no dia 8 de março. O corpo da menina só foi encontrado no dia 10 de abril, em um poço próximo da casa do casal. O inquérito concluiu que a criança vinha sofrendo agressões há pelo menos um ano, e o motivo principal da violência seria o fato de Rafaela não ser filha de Gilmar, casado com a mãe da vítima.

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“Pela conclusão Rafaela vinha sendo vítima de espancamento físico, os vizinhos diziam isso. Rafaela não era querida pelo padrasto. Ele vinha tentando tirar a menina do convívio familiar, o que levou a morte da criança”, disse o delegado Pedro Fernandes.

Gilmar de Lima e Vani de Fátima Trates, padrasto e mãe de Rafaela, foram indiciados por Homicídio Qualificado e Ocultação de Cadáver.

Vizinhos, amigos, conhecidos e familiares prestaram depoimento durante os dez dias de investigação. A declaração de mais de dez pessoas foi incluída no processo que hoje será remetido ao Ministério Publico que pode ou não acatar a denúncia.

A expectativa é que a justiça leve os dois a Júri Popular. Caso condenados, os acusados podem pegar de 17 a 30 anos de prisão. A investigação seguirá em segredo de justiça, já se envolveu uma criança.

Gilmar está preso na Penitenciária Estadual de Cascavel e Vani continua na 15ª SDP. Vani, grávida de oito meses, deixou a cadeia na última terça-feira (16) para exames de pré-natal, retornou, e nos próximos dias será internada no HU (Hospital Universitário) para o parto do bebê.

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