Por Elizangela Jubanski, Denise Mello e Bruno Henrique

O médico legista Alexandre Antônio Gebran apresentou sua versão durante a entrevista coletiva sobre o caso Tayná na manhã desta terça-feira (9) na sede do Instituto de Criminalística. O médico, que examinou o corpo da adolescente de 14 anos,  morta na semana passada em Colombo, região metropolitana de Curitiba, reconheceu que existe um laudo preliminar com indícios de que não haveria a presença do sêmen dos quatro suspeitos presos, mas considerou antiético a divulgação do laudo, já que não há um resultado conclusivo até o momento.

“Foi pedido segredo de justiça e enquanto todos os trâmites não estiverem prontos não vamos concluir. Não temos nada de concreto. Tenho exames falsos, positivos, outros novamente falsos, outros positivos e, então, nesse momento só falaremos quando tivermos algo nas mãos”, declara o médico legista responsável pelo caso.

No entanto, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) confirmou, por meio da assessoria, que o sêmen encontrado no corpo da garota Tayná Adriane da Silva não é de nenhum dos acusados pesos.  A afirmação rebate o próprio legista do caso que reitera: “Não há como comprovar ainda, não é uma ciência exata, é preciso cautela”, disse.

Na reunião,  além do médico, estavam presentes o  delegado-chefe da Divisão Metropolitana da Polícia Civil, Agenor Salgado, o delegado Silvan Pereira, da Delegacia do Alto Maracanã, o delegado responsável pelo caso até então, Fabio Amaro, da Delegacia de Pinhais, o promotor Ricardo Kassed, de Colombo, representantes da Polícia Cientifica, uma delegada da Corregedoria e o delegado Rafael Viana, da Secretaria de Segurança Pública. Falaram com a imprensa apenas o médico e o o delgado Salgado.

Salgado disse que as investigações podem ter ido por outra linha. “A polícia pode ter errado, sem dúvidas, mas não agiu de má fé”, limitou-se a comentar o delegado, que acredita ter uma quinta pessoa envolvida no caso.

O delegado Silvan Pereira, que teve as férias interrompidas, reassumiu o caso. O promotor Kasseb disse apenas que deve pedir segredo de justiça nas investigações.

Vazamento

A assessoria afirmou durante a reunião que a Sesp vai abrir sindicância para descobrir como a informação sobre o laudo vazou para a imprensa. A informação sobre o laudo da Criminalística foi divulgada pela primeira vez pela jornalista Joice Hasselmann nesta segunda-feira (8), que não revelou sua fonte.

O médico legista informou ainda que o laudo final deve sair em até 10 dias, porém, a perita do caso Jussara Joeckel disse há pouco que até sexta-feira (12) já será possível divulgar todos os laudos.