Da Redação

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O exame definitivo realizado no corpo Renata Muggiati contraria o resultado de que a modelo fitness teria sido asfixiada antes da queda do 31° andar de um prédio da na Rua Visconde do Rio Branco, no Centro de Curitiba. De acordo com reportagem publicada pela Gazeta do Povo no final da tarde desta quarta-feira (14), a necropsia aponta que Renata não sofreu asfixia, no entanto, o exame não descarta a possibilidade de homicídio e nem descarta a suspeita sobre o namorado dela, Raphael Suss Marques. O laudo foi colocado junto aos autos do caso, que está na 1º Vara do Júri de Curitiba nesta quarta-feira (14) e segue correndo em segredo de Justiça.

No começo do mês, o advogado Edson Vieira Abdala, chegou a relatar em entrevista à Banda B que a defesa de Raphael ainda aguardava um laudo, já que o primeiro exame não poderia assim ser considerado. “O que temos por enquanto é apenas um exame complementar, que foi mal interpretado até pelo diretor do Instituto Médico Legal (IML)”, disse na ocasião.

A prisão de Raphael foi decretada no dia 25 de setembro. De acordo com o despacho da juíza Mychele Cintra, elementos indicavam que o médico tenha simulado o suicídio de Renata. A prisão temporária é de 30 dias e aconteceu para que ele não atrapalhasse as investigações.

No dia da prisão, o diretor do IML, Carlos Alberto Peixoto Batista, disse que o exame comprovou que a asfixia foi cometida enquanto ela ainda estava viva. “Por meio de exames microscópicos, onde foi tirado um osso do pescoço, se chegou a esta conclusão. O meio usado para o aperto no pescoço ainda requer de investigação, mas há um declínio muito grande de sangue no cérebro antes da queda”, explicou.

Segundo a reportagem da Gazeta do Povo, o texto do novo laudo é taxativo ao negar a asfixia. “Na conclusão, o médico-legista Daniel Colman, que assina o laudo, registrou que houve esmagamento de cabeça, causado por ação contundente intensa gerado pela queda livre de local elevado”, diz trecho da reportagem.

Como o processo segue em segredo de Justiça, nenhum dos lados deve se pronunciar sobre o caso. Raphael segue detido na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O caso

Renata Muggiati morreu no último dia 12 de setembro após cair do 31° andar. Inicialmente o caso foi tratado como suicídio, mas novos fatos apontaram para a possibilidade de um crime. No dia 25, a Justiça do Paraná decretou a prisão temporária. O IML indica que a morte de Renata aconteceu por asfixia e não pela queda. Desde o início, Raphael nega as acusações.

Notícias Relacionadas:

Delegada pede exumação do corpo de Renata Muggiati e advogado de suspeito detona ‘ação ilegal’

Justiça pediu prisão temporária de namorado porque acredita que ele pode ter simulado suicídio