Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

A Primeira Vara Criminal de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, negou nesta segunda-feira (26) o pedido de exumação no corpo da menina Tayná Adriane da Silva, de 14 anos. A necropsia havia sido solicitada pelo advogado que defende a família, que ainda possuía dúvidas em relação ao homicídio. No começo do mês de agosto, o chefe do necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, Alexandre Gebran Neto, que foi o responsável pela coleta dos materiais para exames complementares do corpo da adolescente afirmou que a necropsia feita em Tayná seguiu todos os procedimentos legais e não tinha porque ser questionada.

04.07.13 TAYNA fora

Foto: Reprodução Facebook

De acordo com o advogado Luis Gustavo Janiszewski, a família recebeu a notícia com muita tristeza, uma vez que esse apelo popular poderia motivar novos exames para a solução do caso. “Uma vez mais a falta de informação, a falta de transparência. A grande dúvida é a quem é tão conveniente esse sigilo todo, a quem isto interessa, mas iremos recorrer”, afirmou.

De acordo com ele, a exumação supriria eventuais dúvidas ao confronto de informações do Instituto de Criminalística, Instituto Médico Legal e Polícia Civil. “Ele supriria nossas dúvidas ou deixaria bem claro o trabalho de investigação”, disse.

Tayná morreu estrangulamento com o cordão de um sapato no último dia 25 junho em Colombo. Quatro suspeitos chegaram a ser presos, mas após uma suspeita de tortura por parte de policiais civis, foram soltos e permanecem fora do Paraná no programa de proteção a testemunhas.

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