Da Redação com MP-PR

A 11ª Vara Criminal de Curitiba determinou a suspensão do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius Michelotto, cinco policiais civis e de dois policiais militares por envolvimento com a prática de jogo ilegal. De acordo com anúncio do Ministério Público do Paraná (MP-PR) feito nesta segunda-feira (20), a decisão acolhe requerimento formulado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Curitiba. A decisão foi feita na última sexta-feira (17).

A medida é decorrente da chamada Operação Abaité, na qual 18 pessoas foram denunciadas pelo Gaeco acusadas da prática de crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e contravenção da Lei das Contravenções Penais, relacionadas à exploração ilegal de jogos de azar em Curitiba e região metropolitana.

De acordo com o Gaeco, o esquema criminoso foi montado por exploradores do jogo para oferecimento de propina aos policiais, que se organizaram em quadrilha para receber as vantagens indevidas oferecidas pelo grupo. Outro delegado que foi suspenso é Geraldo Celezinski, que na época era titular do 5º Distrito Policial.

Na decisão, a Justiça ressalta que “conforme se apurou durante a investigação realizada pelo Ministério Público, há indícios da existência de uma rede de corrupção envolvendo policiais civis, militares e até mesmo delegados de polícia, um deles na chefia da Instituição e outro em uma Delegacia de Polícia localizada nesta capital. Pelos elementos apresentados, verifica-se que os agentes públicos supostamente se valeram da condição funcional para a prática delitiva, promovendo uma espécie de ‘escudo de proteção’ para evitar a repressão que era exigida do Poder Público”.

Além da suspensão do exercício de suas funções, a Justiça determinou, também, que todos os agentes públicos denunciados sejam proibidos de ingressar em qualquer repartição policial e de manter contato com as testemunhas arroladas pelo Gaeco até o final do processo.

Notícias Relacionadas:

Ex-delegado geral da PC do Paraná é preso em operação do Gaeco contra jogos de azar

Policiais invadem mansão de jogos e prostituição para “poderosos” e nenhum delegado aparece