Redação com TV Tarobá, em Londrina

Ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, Márcio Albuquerque Lima – Reprodução

A Justiça do Paraná divulgou nesta quinta-feira (15) a primeira condenação da Operação Publicano, que investiga um esquema de corrupção dentro da Receita Estadual do Paraná com a participação de empresários e contadores para sonegação fiscal. A sentença, assinada pelo juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina tem mais de 1600 páginas. Ao todo foram 56 pessoas condenadas, mas somente 42 com pena, já que alguns receberam perdão judicial e outros tiveram a pena extinta pelos acordos de colaboração premiada.

A maior condenação foi para o ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, Márcio Albuquerque Lima. Apontado como chefe da organização criminosa, Lima recebeu uma pena de 97 anos, 1 mês e 29 dias de reclusão e 897 dias-multa, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e organização criminosa.

A esposa dele, Ana Paula Lima, foi condenada a 76 anos e 7 meses de reclusão e 605 dias multa. O ex-delegado da Receita, José Luiz Favoreto Pereira, a 37 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão, 6 meses de detenção e 421 dias-multa. Luiz Antônio de Souza, auditor da Receita Estadual, foi condenado a 19 anos e um mês de reclusão, 1 anos de detenção e 413 dias-multa. Rosângela Semprebom, auditora fiscal da Receita Estadual , foi condenada a 12 anos de reclusão por corrupção passiva e organização criminosa.

As três forças-tarefa que revisam as fiscalizações sob suspeita já aplicaram 525 autos de infração em 350 empresas. Somando impostos sonegados, juros e multas, o valor chega a R$ 1, 7 bilhão. O juiz determinou que 24 réus cumpram a pena de reclusão em regime inicial fechado.