Da Redação

A 1ª Vara Criminal de Justiça de Colombo aceitou, no início da tarde desta segunda-feira (15), o pedido de liberdade dos quatro suspeitos da morte da menina Tayná Adriane da Silva, 14 anos. O pedido havia sido protocolado na tarde de ontem pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), que alegou falta de provas para mantê-los detidos. Os quatro acusados deixaram as dependências da Casa de Custódia, em Piraquara, por volta das 18h45 desta segunda e foram à sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para prestarem depoimento e serem apresentados ao Programa de Proteção a Testemunhas e decidirem para onde querem ir. O Ministério Público ainda não descarta a participação dos quatro no crime.

14.07.13 SUSPEITOS TAYNA

Foto: Divulgação Polícia Civil

O pedido de liberdade está fundamentado no fato de que os acusados já foram interrogados várias vezes no inquérito policial e cederam material genético para confronto com evidências.  De acordo com a Promotoria, não seria mais necessária a manutenção da prisão para garantir providências investigatórias. Além disso, os promotores sustentam que os acusados não demonstraram, até o momento, sinais de periculosidade que possa levá-los a praticar novos crimes.

O procurador-geral da Ordem dos Advogados do Brasil, Andrey Salmazo Poubel, foi escolhido como o novo advogado dos suspeitos, já que Roberto Rolim de Moura Júnior foi destituído do cargo ontem.

O Gaeco e a Corregedoria da Polícia Civil do Paraná, pediram nesta segunda-feira (15) a prisão de 15 pessoas denunciadas por supostas torturas ocorridas nas investigações da morte da menina.

Soltos

O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonel Batisti, concedeu entrevista e disse que os suspeitos precisar ir a um lugar seguro porque estavam muito expostos. “Eu peço, por gentileza, que os deixem porque precisamos levá-los em segurança. O que está sendo discutido é isso, sobre o programa de proteção a segurança. Eles ficaram muito expostos durante tudo isso. Ainda não foi decidido se eles entrarão, mas ainda estamos checando outras informações. Eles estão livres, mas nós vamos tentar providenciar um lugar a salvo”, finalizou.