Por Marina Sequinel e Luiz Henrique de Oliveira

Familiares pedem justiça no caso do jovem Kelvin Grieger, de 22 anos, assassinado a tiros próximo a Praça do Japão, em Curitiba, no último dia 5 de agosto. O caso aconteceu na Avenida Sete de Setembro, no bairro Batel. A irmã da vítima afirmou à Banda B que os pais dela não dormem direito desde a morte do rapaz.

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(Foto: Reprodução)

“Parece um pesadelo que a gente sabe que nunca vai acabar”, descreveu Danuza Moraes em entrevista na tarde desta segunda-feira (25). Kelvin trabalhou como segurança para o dono de um estacionamento e, no dia do crime, teria ido cobrar o pagamento, depois que a dívida completou um ano. O homem, então, disparou dez vezes contra o jovem, que morreu na hora.

Geová Gomes dos Santos, de 40 anos, suposto autor dos tiros, se apresentou à polícia dois dias depois, mas foi liberado, por ter bons antecedentes e não ser autuado em flagrante. Ele responde pelo crime em liberdade, segundo as últimas informações repassadas para a família. “Nós pedimos justiça perante a lei. Como uma pessoa mata a outra e pode ficar livre assim? A gente não sabe se o mandado de prisão já foi expedido ou não”, disse Danusa.

De acordo com ela, Kelvin morava com a companheira há três meses e ajudava a cuidar do filho dela como se fosse seu. “Ele era atleta, fazia taekwondo. Sempre trabalhou e não tinha envolvimento com drogas. A dívida que ele foi cobrar se arrastou por um ano e ele precisava do dinheiro, porque estava desempregado há cerca de um mês, mas tinha que ajudar a sustentar a família. Então aconteceu a tragédia”, completou.

A reportagem tentou entrar em contato com o delegado Dirceu Schactae, responsável pelas investigações, para a atualização do caso, mas ele não foi encontrado na Divisão de Homicídios na tarde de hoje.

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