Por Felipe Ribeiro

O terceiro dia da audiência de instrução colocou policiais acusados de tortura e os quatro suspeitos de pela morte a menina Tayná Adriane da Silva frente a frente nesta quarta-feira (7) no Fórum de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. A movimentação é grande no local e a família voltou a afirmar que possuí certeza de que os quatro primeiros suspeitos, Adriano Batista, Sérgio Amorin da Silva Filho, Paulo Henrique Camargo Cunha e Ezequiel Batista, são sim os autores do crime.

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Foto: Reprodução

De acordo com a irmã de Tayná, Márcia da Silva, após esta audiência ficará claro para todo mundo quem são os autores do estupro seguido de assassinato. “Os quatro mataram, cada um com a sua participação. Não é justo os policiais passarem por isso antes do julgamento da Tayná, mas tenho certeza de que este é um passo importante e que eles sairão algemados daqui”, disse.

Segundo o advogado Cláudio Deladone, que defende o delegado Silvan Rodney Pereira, o auto de reconhecimento pessoal foi muito positivo, já que a verdade na visão dele está aparecendo. “Nos meus 18 anos de carreira, nunca vi um auto desse, com tantas pessoas, e ser levado de uma forma tão legítima. A verdade está aparecendo, já que foram colocadas pessoas que não tinham nenhum envolvimento no caso da tortura. Uma coisa é reconhecer através de uma foto, outra é reconhecer entre outras pessoas”, disse.

Para a irmã Tayná, os quatro apontados como autores da morte da menina caíram em contradição várias vezes e apontaram várias pessoas erradas. “Eles alegam coisas absurdas, eu acompanhei a busca pelo corpo e não houve tortura, se aconteceu alguma coisa, com certeza absoluta não foi na Delegacia do Alto Maracanã”, garantiu.

Os quatro acusados foram ouvidos entre a segunda e a terça-feira. Hoje policiais e suspeitos foram colocados frente a frente e agora as testemunhas de defesa começam a ser ouvidos. Os primeiros serão os familiares da menina Tayná.