Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

A advogada da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados (OAB) Brasil, Isabel Kügler Mendes, afirmou em entrevista à Banda B na tarde deste domingo (14) que a investigação do Caso Tayná foi um erro desde o início. “Só a confissão não pode ser suficiente para se condenar alguém, ainda mais nessas condições. Por isso temos exames, a perícia e tudo mais, então podemos afirmar que a investigação já começou errada”, disse.

Segundo a advogada, ela esteve com os suspeitos na última quarta-feira e observou sinais de tortura, principalmente em um dos acusados. “Culpado ou inocente, ninguém pode ser submetido à tortura, nós vimos esses sinais, como os tecidos da pele todos expostos. E por que isso? Apenas para ter uma resposta rápida”, questionou.

A advogada comparou o caso com o “As Bruxas de Guaratuba” nas quais mulheres foram torturadas e não tiveram mais volta. “Todos vimos o que aconteceu, foi um dos julgamentos mais longos da história e não houve volta. Agora eles são ouvidos quase que diariamente para termos uma solução rápida, isso é errado, a pressa ocasionou tudo isso”, concluiu.