Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

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A linha de investigação mais forte, até então, é para o envolvimento com o tráfico de drogas. Foto: DS/Banda B

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o crime onde quatro pessoas foram assassinadas e uma criança baleada na semana passada, no Bairro Alto, em Curitiba. A linha de investigação mais forte, até então, é para o envolvimento com o tráfico de drogas. A delegada Sabrina Alexandrina disse à Banda B que há diversas denúncias e informações, e que o momento é de checar o conteúdo que chega até a delegacia.

“As investigadoras estão caminhando, são muitas denúncias anônimas e muitas testemunhas já foram ouvidas. Estamos aguardando as perícias feitas no local e no mais não podemos revelar muitas informações para não atrapalhar”, contou, em entrevista.

Entretanto, a delegada confirma que a linha mais forte de investigação é o tráfico de drogas. “Há fortes indicados de que o crime tenha o envolvimento, sim, do tráfico de drogas”. A Polícia Civil, no entanto, ainda não pode divulgar quais das vítimas era o alvo dos disparos e quais morreram apenas por estarem junto no local.

O crime

Quatro pessoas foram assassinadas a tiros no Bairro Alto, em Curitiba, na noite desta quinta-feira (18). Uma criança foi baleada na perna e foi socorrida com vida por familiares até o hospital. A chacina aconteceu na rua Sebastião Alves Pereira esquina com a Marcílio Dias. De acordo com informações da Polícia Militar, a princípio, o motivo da chacina pode estar relacionado ao tráfico de drogas. Os quatro mortos estavam dentro de uma casa de carnes comendo espetinhos.

Três das vítimas teriam sido assassinadas em um veículo Megane preto por dois homens que chegaram em outro carro. A quarta vítima morreu dentro da casa de carnes em frente, local onde ainda tentou se abrigar. Testemunhas relataram que um homem, que teria relação com o tráfico de drogas, estaria ao volante com outros três amigos quando os atiradores chegaram. O motorista e o amigo no banco do passageiro morreram na hora. Outro ocupante morreu do lado de fora e a quarta vítima tombou dentro do açougue.

“As vítimas estavam saindo do estabelecimento, já dentro do carro, quando os atiradores chegaram. Um correu de volta e morreu dentro do açougue. Como o vidro do comércio tem uma película escura que faz com que quem esteja do lado de dentro não veja direito o lado de fora, temos poucas informações sobre as características dos atiradores”, informou o delegado Rick Wermelinger, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).