Redação

Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) finalizam nesta terça-feira (16) o inquérito sobre o assalto e a tentativa de homicídio do ex-prefeito de Curitiba, Saul Raiz, de 83 anos, no dia 16 de fevereiro, no Centro de Curitiba. A entrega ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) acontece nesta tarde. Felipe Rodrigues, de 22 anos, acusado de ter atirado contra o prefeito e um adolescente que está apreendido em Toledo, no interior do Estado, foram indiciados. O médico que negou atendimento ao ex-prefeito também será indiciado por omissão de socorro. Ele pode responder a um processo administrativo do Conselho Regional de Medicina.

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(Foto: Reprodução)

A principal pista da polícia para chegar até um dos envolvidos foram imagens das câmeras de segurança da região do assalto. Os dois jovens, de 18 e 20 anos, fugiram da Av. Visconde de Nacar em um Fiat Stilo, que dava cobertura, e um deles vestia a camisa dos Corinthians, conforme mostram as imagens. O carro aparece dando cobertura às 16h52. Um minuto depois, às 16h53, os dois assaltantes aparecem correndo na mesma direção. Eles tinham acabado de balear Saul Raiz.

A prisão

Segundo o delegado Renato Bastos Figueroa, da DFRV, o suspeito foi preso em uma casa no bairro Vista Alegre, em Curitiba, por meio de um mandado de prisão expedido pela 3° Vara Criminal de Curitiba. “Ele estava em uma casa, na qual foram encontrados roupas e bonés que podem ter sido conseguidas por meio de assaltos”, afirmou à Banda B.

O delegado descreveu que o suspeito chegou a ser ouvido poucos dias depois do crime, mas apresentou um álibi e não foi preso. “As investigações continuaram e o álibi, que seria um tio dele, caiu. Este senhor disse que não via o sobrinho há mais de cinco anos. Agora queremos prender os outros envolvidos neste crime”, destacou o delegado.

O assalto

Raiz estava dentro de sua caminhonete, diante de uma obra que está construindo, na rua Visconde de Nácar, quando começou a arrancar com o carro e ouviu um grito de “Pare”. Mesmo assim, ele resolveu continuar e foi baleado com três tiros. As balas atingiram o ombro e uma das mãos. Mesmo baleado, ele conseguiu dirigir até o Hospital São Vicente.

A prefeitura de Curitiba e o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR) investigam, desde então, a conduta adotada pelo Hospital São Vicente ao negar atendimento ao ex-prefeito, que chegou ao hospital baleado após a tentativa de assalto. Raiz chegou no hospital, localizado na rua Vicente Machado, dirigindo o seu próprio carro. A partir daí, há duas versões do que teria ocorrido.

A direção do hospital afirma que ele sequer foi retirado do carro e um médico teria orientado que o ex-prefeito fosse encaminhado até o Pronto-Socorro do Hospital Evangélico, preparado para atender esse tipo de ocorrência.

Já o manobrista do estacionamento do hospital, Gerson de Lima, disse em entrevista exibida pela Revista RPC, que colocou o ferido na cadeira de rodas e o levou para a entrada do hospital. Lima conta que os atendentes do hospital, ao verem Raiz, falaram que não tinham como atender aquela situação. “Nem colocaram a mão nele. Nenhum médico olhou”, conta Lima. Ele colocou luvas cirúrgicas e levou Raiz baleado de volta para o carro, o conduzindo até o Evangélico.