Redação com Fantástico

PROPINA FANTASTICO

Reprodução TV Globo

A imagem de um comerciante de ferro-velho entregando um maço de dinheiro para um investigador com distintivo da Polícia Civil na camiseta é a prova, de acordo com o Ministério Público (MP), do pagamento de propina na investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, sobre o esquema de cobrança de propina da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DRFV) de Curitiba.

O investigador, que tem o distintivo da polícia na camiseta, recebe o dinheiro, confere o valor e guarda as notas no bolso. Os dois se despedem com um aperto de mão.

As imagens, os depoimentos de envolvidos e gravações de conversas telefônicas foram exibidas neste domingo (18) no programa Fantástico, da Rede Globo.

Dezesseis policiais civis e quatro delegados foram denunciados, na última semana, pelo Ministério Público do Paraná. Eles são acusados de facilitar o roubo e o desmanche de carros. Em troca, recebiam dinheiro vivo.

As imagens foram apreendidas no computador do dono da loja de autopeças, durante uma operação do Ministério Público. Os promotores investigavam um esquema de corrupção, em que donos de desmanches de carros pagavam propina a policiais civis do Paraná. Em troca do dinheiro, que era recebido todo mês, os policiais permitiram a prática de vários crimes, entre eles o desmanche e a venda ilegal de peças de carros roubados.

“Uma quantia em torno de algo de R$ 30 mil. Nós identificamos situações outras em que a solicitação de propina, de corrupção foi substancialmente maior, na casa dos R$ 50 mil”, disse o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti.

A reprotagem também mostra gravações do delegado Gerson Machado, que chefiou a furtos e roubos de veículos acusando o delegado Luis Carlos de Oliveira, chefe da divisão de Crimes Contra o Patrimônio, de receber dinheiro do roubo de carros. Os dois negam envolvimento.

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