Por Luiz Henrique de Oliveira

As quatro vítimas da chacina no Bairro Alto, na noite desta quinta-feira (18), em Curitiba, foram identificadas oficialmente. Três tinham passagens pela polícia: Mauricio Cesar de Carvalho,Gleidson Henrique Teixeira Costa e Allan Diego Franco. Ainda não se sabe se a quarta vítima, Fabio Alexandre Massoneto, de 30 anos, tem a ficha limpa ou não.

morteA demora em saber se Massoneto tinha passagens acontece pelo fato do documento de identificação dele ser do estado de São Paulo. No Paraná, ele não tem passagens pela polícia, resta saber se a ficha dele era limpa no estado vizinho.

Dos mortos, Massoneto aparenta ser o único que fazia uso da rede social Facebook. Ele não tem como amigo em comum nenhuma das vítimas da noite de ontem. As investigações do caso ficam a cargo da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa, que ainda prefere não dar detalhes da motivação.

O crime

Quatro pessoas foram assassinadas a tiros no Bairro Alto, em Curitiba, na noite desta quinta-feira (18). Uma criança foi baleada na perna e foi socorrida com vida por familiares até o hospital. A chacina aconteceu na rua Sebastião Alves Pereira esquina com a Marcílio Dias. De acordo com informações da Polícia Militar, a princípio, o motivo da chacina pode estar relacionado ao tráfico de drogas. Os quatro mortos estavam dentro de uma casa de carnes comendo espetinhos.

mortes-1000x600Chacina deixou quatro mortos

Três das vítimas teriam sido assassinadas em um veículo Megane preto por dois homens que chegaram em outro carro. A quarta vítima morreu dentro da casa de carnes em frente, local onde ainda tentou se abrigar. Testemunhas relataram que um homem, que teria relação com o tráfico de drogas, estaria ao volante com outros três amigos quando os atiradores chegaram. O motorista e o amigo no banco do passageiro morreram na hora. Outro ocupante morreu do lado de fora e a quarta vítima tombou dentro do açougue.

“As vítimas estavam saindo do estabelecimento, já dentro do carro, quando os atiradores chegaram. Um correu de volta e morreu dentro do açougue. Como o vidro do comércio tem uma película escura que faz com que quem esteja do lado de dentro não veja direito o lado de fora, temos poucas informações sobre as características dos atiradores”, informou o delegado Rick Wermelinger, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

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