Por Elizangela Jubanski

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Casal morava junto há cerca de um ano e tinha brigas constantes. Foto: Reprodução

O Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba identificou o homem que morreu dentro de um condomínio na Rua Conselheiro Laurindo, no Centro de Curitiba, no início da tarde desta segunda-feira (12). Márcio Prates de Moraes, 34 anos, era fisiculturista, não tinha marcas de violência e a esposa alegou que ele se matou após agredi-la. Os dois moravam juntos há cerca de um ano.

O delegado Erik Wermelinger, da Divisão de Homicídio e Proteção (DHPP), afirmou à Banda B que a vítima não tinha ferimentos graves. “No cadáver, nenhum ferimento era compatível com morte. Ela tinha marcas de agressão física, inclusive, com a utilização de uma faca. Ficou evidente que houve uma briga dentro do apartamento, mas não temos a causa da morte da vítima”,

Testemunhas foram ouvidas e disseram que o casal, embora estivessem sempre juntos, brigava bastante. “Os dois sempre andavam juntos, já ouvi várias brigas, mas sempre estavam juntos. Todos sabiam que ela é travesti, eles faziam um casal bonito”, disse um vizinho do mesmo prédio.

Aos gritos, ela pediu socorro, com marcas no pescoço e ferimentos de faca. “Ela foi medicada por causa das lesões, que teria sido causada pela pessoa que faleceu. Estamos aguardando o laudo toxicológico e de necropsia para poder saber um pouco mais. Estamos aguardando familiares e outras testemunhas, também”, disse o delegado.

Dentro da casa da família, a polícia encontrou remédios. “Apreendemos substâncias como anabolizantes e Pramil, também. Isso pode ter contribuído com a morte”, finalizou Erick à Banda B. Pramil é o nome comercial do citrato de sildenafil, um medicamento utilizado para melhorar a circulação sanguínea, especialmente no órgão genital masculino. Conhecido por ser uma versão mais acessível do Viagra.

Ela negou que tivesse assassinado o marido,  disse que ele teria se matado após a discussão, foi encaminhada ao hospital e liberada. Quem tiver informações revelantes pode entrar em contato com a DHPP por meio do 0800 6431 121.