A Guarda Municipal (GM) de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, atirou e matou um homem que brigava com a esposa, na noite desta segunda-feira (14). Levir Rodrigues do Amaral, 43 anos, foi baleado dentro de casa e caiu morto na rua, em frente ao portão. Guardas disseram ter achado que Amaral estava armado. Nenhuma arma foi encontrada com ele. O enteado dele também foi baleado na perna pelos guardas municipais. Mulher critica atitude da GM e disse que marido foi assassinado.

Vizinhos da rua João Knapik, no bairro Jardim Patrícia, acionaram a GM, por volta das 22 horas, ao ouvir uma nova discussão entre o casal, algo já recorrente na vida deles, segundo moradores próximos. Na versão dos guardas, o marido estava agressivo e segurava uma barra de ferro. Pensando estar armado, guardas atiraram contra o homem diversas vezes. Amaral foi atingido e o enteado dele também.

O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado e socorreu Amaral até o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, mas ele não resistiu aos ferimentos. Não há detalhes sobre onde o disparo teria atingido a vítima. Já o enteado foi ferido na perna e passa bem.

Outro lado

O caso foi encaminhado para a Secretaria de Ordem Pública, responsável pela GM, em Quatro Barras, horas depois do ocorrido. O secretário Marcos Pereira concedeu entrevista à Banda B sobre a morte do homem e disse que as ações foram estritamente para contê-lo.

“Ele começou a quebrar tudo, quebrou a janela da casa do filho da mulher, que mora no mesmo terreno, com uma barra da ferro. Quando o Levir saiu para a rua e viu os guardas partiu para cima deles. O guarda tentou contê-lo, mas ele tirou essa barra de ferro e o guarda, na defensiva, efetuou um disparo para contê-lo, um procedimento de contenção”, esclareceu.

O acionamento da GM foi realizado por um dos filhos da mulher. Quando ele chegou ao local, também foi baleado pelos guardas. “Ele chegou e foi para cima do Levir, mas a guarda conteve esse cidadão”, explicou o secretário.

O homem baleado já cumpriu pena durante oito anos por roubo. Já teria agredido a esposa em outras situações e, na última, durante uma audiência no Fórum da cidade, ambos se reconciliaram e voltaram a morar junto.

Revolta

A esposa de Levir está inconformada com a morte do marido. “Eles não precisavam tirar a vida do meu esposo, tivessem atirado para afastar, mas eles não têm direito de atirar assim nas pessoas, não tem direito, ainda mais essa Guarda Municipal, achando que a pessoa está armada”, criticou a atitude dos guardas.

Bastante nervosa, a mulher do homem morto insistiu que ele foi assassinado. “Ele estava com a barra de ferro, sim, estava na mão dele, em que momento eles pensaram que aquilo era uma arma? Atiraram para matar ele”, finalizou, em entrevista à Banda B.