O governador do Paraná Beto Richa disse em um evento no Palácio das Araucárias, nesta quarta-feira (3), que se as denúncias de corrupção de alguns policiais civis do Paraná forem confirmadas será uma decepção. A declaração veio depois que Richa foi questionado pela imprensa sobre a operação do Ministério Público do Paraná que cumpriu, na manhã de hoje, 17 mandados de buscas e apreensão contra pessoas ligadas à delegacias em Curitiba.

“Fui informado desta operação há meia hora pelo Secretário de Segurança Pública, Cid Vasques. Se for confirmado o envolvimento destes delegados será uma decepção, mas espero que a população continue acreditando na nossa polícia. Não posso falar em possíveis trocas nos comandos das delegacias, porque ainda não sei onde vai terminar tudo isto”, falou o governador.

A operação

Os promotores não entraram em detalhes sobre a operação até o momento, mas a Banda B levantou a informação de que um delegado da Polícia Civil foi encaminhado nesta manhã à sede do Gaeco. Na casa dele, teriam sido encontrados U$ 185 mil em dinheiro. O nome do policial ainda é segredo.

O delegado detido chegou escoltado por dois promotores e presta esclarecimentos neste momento na sede MPPR. Também há a informação, ainda não oficial, de que as casas de outros dois delegados também teriam sido invadida pelo Gaeco. Outros policiais civis e militares também estariam entre os suspeitos de corrupção. A operação apreendeu documentos na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos e no 6° Distrito Policial. A denúncia de corrupção envolveria uma investigação ligada a um desmanche de veículos em Araucária, na região metropolitana.

O coordenador do Gaeco, Leonir Battisti, não quis dar detalhes sobre a operação batizada de Vortex, em alusão a um programa de computador para o jogo de xadrez. A operação segue em andamento e a movimentação é intensa na sede do MPPR, no bairro Ahú, em Curitiba.

A Banda B segue em frente ao Gaeco apurando informações sobre a operação.