Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) anunciou no final da tarde desta sexta-feira (12) que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) irá investigar as denúncias de tortura contra os quatro suspeitos do assassinato da menina Tayná Adriane da Silva, de 14 anos. Em entrevista à Banda B, o coordenador do grupo, Leonir Batisti, afirmou que a intenção do Gaeco é identificar os autores das agressões e o motivo.

“O Gaeco está encarregado de averiguar as declarações dos quatro sobre uma suposta tortura por policiais civis com o objetivo de fornecer provas de que eles seriam os responsáveis pelo crime. Ontem já recolhemos roupas e pedimos novos exames. Ainda na noite de hoje eles serão ouvidos por promotores do MP-PR”, comentou.

Batisti ainda disse que, caso seja comprovado à denúncia de tortura, os policiais irão responder judicialmente. “Ainda não sabemos se foram policiais, já que a revolta pelo caso pode ter motivado pessoas da região a cometerem as agressões, mas se os exames apontarem para a tortura, a investigação muda de rumo”, afirmou.

Para concluir, o coordenador do Gaeco lembrou que a única prova contrária aos quatro suspeitos é a confissão. “Vamos averiguar, uma vez que a Constituição diz que provas obtidas por meios ilícitos não são aceitas pela justiça”, concluiu.

Em nota, o MP-PR informou que os autos de investigação sobre a morte da adolescente estão sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça de Colombo, e de promotor do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, especialmente designado para o caso, que estão tomando todas as providências para que o crime possa ser devidamente elucidado. Os autos tramitam em segredo de Justiça em razão da natureza do crime (contra a dignidade sexual) e da qualidade da vítima (adolescente).

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