Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Em desdobramento a terceira fase da Operação Publicano, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu nesta sexta-feira (9) um mandado de busca e apreensão em uma lotérica suspeita de lavar dinheiro para o esquema de corrupção da Receita Estadual. A ação ocorreu na Avenida Marechal Floriano, no Centro de Curitiba.

De acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, o dinheiro era aplicado em nomes de parentes dos investigados. “A lotérica era usada para a lavagem de dinheiro. Chegamos até lá por meio das investigações e percebemos que parte do dinheiro pode ter sido ocultado ali”, disse em entrevista à Banda B.

Ontem, Gaeco cumpriu seis mandados de prisão, 12 de busca e apreensão e sete conduções coercitivas, além de cumprir mandados de sequestro e arresto de bens. A ação faz parte da terceira fase da “Operação Publicano”, que investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual, envolvendo auditores fiscais e empresários. Nesta etapa, está sendo apurado especificamente o crime de lavagem de dinheiro.

Os mandados de prisão foram expedidos contra um fiscal que já havia sido preso e liberado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), dois familiares do fiscal, dois empresários e um advogado. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Londrina e Curitiba, e os de condução coercitiva em Londrina, Arapongas e Ibiporã. Foram ordenados sequestro e arresto de embarcações, veículos e motos e equipamentos de uma lotérica, além de imóveis em Londrina e Porecatu e, ainda, valores em dinheiro. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Londrina.