Uma investigação de três meses conduzida pela Secretaria da Segurança Pública resultou no afastamento de três funcionários do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) na região sudoeste do Estado, nesta terça-feira (2). Eles são acusados pelo crime de corrupção passiva majorada, pela cobrança de propina para a liberação de licenças ambientais.

De acordo com o delegado da Polícia Civil de Pato Branco, responsável pela investigação, Rômulo Contin Ventrella, foram afastados o chefe do IAP de Francisco Beltrão, o chefe do IAP e um fiscal de Pato Branco. “Nos próximos dias, outras pessoas serão ouvidas pela polícia. A apuração indicou que funcionava um esquema milionário”, afirma Ventrella.

A participação de outros envolvidos continua sendo investigada. A Polícia Civil solicitou a prisão dos três funcionários, o Ministério Público manifestou-se favoravelmente à prisão, mas o juiz da comarca indeferiu o pedido, determinando medidas diversas da prisão. O juiz também decretou sigilo no inquérito, após a solicitação das prisões.