Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique

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Mãe fez BO e procurou Comando da PM. Foto: BH/Banda B

Uma mãe está desesperada atrás do filho de 25 anos que desapareceu em maio desde ano no bairro Jardim Águas Claras, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba. A família alega que Edenilson Murillo Rodrigues foi levado de dentro de casa por policiais da Rondas Ostensivas de Natureza Especiais (Rone). O fato aconteceu na noite do dia 21 de maio na rua Paulo Filus.

De acordo com a mãe do rapaz, Marielza Rodrigues, ele estava em casa ao lado da mulher e de amigos quando policiais teriam pulado o muro e estourado a porta. “Eles disseram que os policiais estavam procurando drogas. Também contaram que os policiais ameaçavam matar todo mundo caso eles contassem alguma coisa”, contou em entrevista à Banda B.

Sobre as drogas, Marielza contou que soube que o filho era usuário de droga no dia do sumiço dele. “Eu desconfiava, mas não sabia, assim, mesmo, né? Mas, quero saber porque levaram meu filho? Onde ele está? Não durmo, não como, só procuro o meu filho”, pergunta.

O jovem não está preso e já foi procurado entre indigentes no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. “Já fizemos de tudo. Temo esperando de encontrar ele vivo, mas preciso saber pra onde eles levaram meu filho”, pede a mãe.

Resposta

A família registrou Boletim de Ocorrência sobre o sumiço de Edenilson e também procurou o Comando da Polícia Militar. Lá, de acordo com eles, a polícia negou o envolvimento e informou que uma equipe seria deslocada para encontrar pistas sobre o rapaz.

A Banda B entrou em contato com a Polícia Militar que enviou uma nota sobre o caso:

“O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) informa que assim que chegaram as primeiras informações à PM sobre o suposto sumiço deste homem, e após, outras informações, foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM). Agora este documento será encaminhado para a Corregedoria da Polícia Militar (Coger) que, por sua vez, o encaminhará à VAJME (Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual), para verificar junto ao Ministério Público se será ou não oferecida a denúncia.

Desde o início do procedimento, os policiais foram afastados do serviço operacional e, agora, desempenham suas funções no serviço administrativo até o fechamento do caso”.