O assassinato de Marcos Aurélio Machado, de 35 anos, na manhã desta quinta-feira (9), na Rua Ada Macaggi, no Bairro Alto, em Curitiba, tem ligação com o homicídio do motorista de ambulância Márcio Alves, de 57 anos, na terça-feira (7), segundo as investigações da Delegacia de Homicídios de Curitiba (DH).

Antônio Nascimento – Banda B
No local da ocorrência

De acordo com a Polícia Civil (PC), Márcio teria sido assassinado por um homem que usava farda da Polícia Militar do Paraná (PMPR) em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, no lugar dos filhos. Não por coincidência, o homem morto hoje, com tiros de pistola 380, era filho de criação do motorista.

“Estamos investigando esta ligação. Sabemos que os autores do crime estavam atrás da vítima já há alguns dias. Tinham vindo aqui por duas vezes para cobrar uma dívida e não o encontraram. Hoje eles arrombaram a porta e dispararam contra o Marcos”, disse à Banda B o delegado Cristiano Quintas, da DH.

De acordo com o delegado, o crime tem relação com o tráfico de drogas. “O Marcos já esteve preso por tráfico e conseguiu a liberdade em abril. A possível motivação é esta”, concluiu Quintas.

No lugar dos filhos

Antes mesmo da morte de Marcos, o delegado Fabio Amaro, da Delegacia de Pinhais, já adiantava à Banda B que o motorista de ambulância Márcio Alves, de 57 anos, podia ter sido assassinado, com tiros de fuzil, no lugar dos filhos.

“Dois dos filhos deste senhor têm passagens por tráfico de drogas e não descartamos que isto tenha motivado a morte. Pode ter sido um acerto de contas ou uma vingança. O pai estava lá e o assassino o matou”, iniciou o delegado, que confirmou a versão de que o atirador usava uma farda da Polícia Militar do Paraná.

“Não podemos descartar a participação de policiais, mas a principal hipótese é que quem matou conseguiu a farda e a usou para confundir os policiais. Estamos aguardando resultados de exames de balística para aprofundar isto”, complementou o delegado.

De maneira conjunta, a Delegacia de Pinhais e a de Homicídios investigam os casos.