Por Luiz Henrique de Oliveira e Bruno Henrique

Depois de passar pelas mãos do delegado Silvan Pereira, do Alto Maracanã, que agora está preso acusado de tortura, ir para o delegado Fábio Amaro, da Delegacia de Pinhais, e chegar até o delegado Guilherme Rangel, da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), a investigação da morte da menina Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, vai mudar de mãos, de novo.

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Haizi assume caso no lugar de Rangel (Foto: Divulgação)

Uma fonte da Banda B ligada à Polícia Civil informou, nesta quinta-feira (29), que, devido às férias do delegado Rangel, o caso passará à Delegacia de Homicídios de Curitiba, comandada pela delegada Maritza Haizi. Com isto, chega a quatro o número de delegados  que comandaram as investigações do mesmo caso. Até o momento, não solução para o misterioso crime que aconteceu no final de junho no bairro São Dimas, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba.

A mudança no comando das investigações foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná.

Corpo exumado

Ontem, o corpo da garota foi exumado no Cemitério Ecológico Misto Jardim Colina Colombo. O advogado da família da Tayná, Luis Gustavo Janiszewski, que havia solicitado o exame na semana passada, afirmou não saber de sua realização. De acordo com informações do local, a ação durou cerca de duas horas e meia.

Segundo o promotor, a perícia foi positiva e o estado de putrefação do corpo não impediu que os peritos extraíssem suas conclusões. “Tomamos todas as cautelas para convocar os peritos ao IML para evitar qualquer constrangimento e a própria juíza escolheu os dois que participaram do ato”, concluiu.

Em nota, o MP esclareceu ainda que irá renovar nesta quinta-feira, 29 de agosto, o prazo de mais 30 dias para continuidade das investigações, conforme solicitado pela autoridade policial.

Crime

Tayná morreu estrangulamento com o cordão de um sapato no último dia 25 junho em Colombo. Quatro suspeitos chegaram a ser presos, mas após uma suspeita de tortura por parte de policiais civis, foram soltos e permanecem fora do Paraná no programa de proteção a testemunhas.

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