Por Marina Sequinel

Familiares do delegado Silvan Pereira, intimado pela Justiça a fornecer material genético no caso Tayná, acusam promotores do Gaeco de induzir os suspeitos a reconhecê-lo no caso de tortura aos presos. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado é coordenado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).

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Para o delegado Silvan, os quatro primeiros suspeitos mataram Tayná. (Foto: Divulgação)

A esposa do delegado, Simone Pereira, entrou em contato com a Banda B na tarde desta segunda-feira (30) para divulgar um vídeo que mostra o processo de reconhecimento com o preso Ezequiel Batista, um dos quatro primeiros acusados de matar a adolescente de 14 anos em Colombo, na região metropolitana de Curitiba.

O vídeo mostra o promotor apresentando imagens do delegado Silvan para Ezequiel. Algumas fotos são retiradas de páginas por meio do buscador Google. Simone contou que o material foi enviado para ela de forma anônima. “Eu coloquei na internet e viralizou. Ele foi até bloqueado por alguém, mas eu postei de novo. Eu tenho mais provas. Meu marido está preso por causa desse absurdo”, disse à reportagem.

A Banda B entrou em contato com o Ministério Pública sobre a denúncia. O Gaeco afirmou que o vídeo é uma gravação antiga guardada pelo advogado do delegado e que os métodos de reconhecimento variam de acordo com o caso, já que são realizados em diferentes momentos.

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