Redação

ARTUR BRAGA – CASO TAYNA

O ex-delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Arthur Braga, disse hoje (9), em entrevista à Banda B, no programa Luiz Carlos Martins, que o comando da Segurança Pública do Paraná precisa dar respostas sobre o caso Tayná, após a reviravolta com a confirmação de que o sêmen encontrado no corpo da adolescente não era de nenhum dos quatro acusados presos. Para Braga, comprovado o erro, já que a Polícia Civil atestou que os quatro suspeitos confessaram ter estuprado e matado a jovem, será preciso dar respostas à família de Tayná e à sociedade.

“ A Sesp tem que falar a verdade . O delegado Fabio Amaro disse na Banda B hoje que não sabia de nada, e tem uma família sofrendo e a sociedade paranaense apavorada (…)Puserem  o delegado Amaro no caso, que ainda não tem a experiência necessária para pegar um caso desse. Não estou dizendo que ele não é competente, estou dizendo que ele ainda não tem experiência, assim como eu não tinha na idade dele”, disse Braga.

O ex-delegado-geral questiona ainda as férias do delegado Silvan Pereira, da Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo (RMC), onde ocorreu o crime no dia 25 de junho. “O delegado Silvan pede férias e todos sabem que o comando da PC teria como cortar esse afastamento em interesse da justiça”, afirmou.

Braga ainda diz ainda que existe um clima de insegurança no Paraná. “A sociedade está assustada não só com este crime, mas e a morte do médico do Pequeno Príncipe baleado em casa num assalto? E a morte do caminhoneiro que parou para ver o jogo e porque tinha só R$ 10,00 na carteira foi morto ? Ninguém responde nada. Essa não é a secretaria de segurança, mas da insegurança do Paraná”, completou.

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