Mais de 50 vítimas podem ter caído no golpe do falso mecânico, preso na tarde desta sexta-feira (29), em Curitiba. Um dos afetados pelo golpe do mecânico, que sempre indicava um suposto problema do veículo, foi um funcionário público do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O golpe, só em relação a essa vítima, foi calculado em R$ 700, segundo a Delegacia de Estelionatos e Desvios de Cargas (DEDC).

Em algumas vítimas, segundo a polícia, Eduardo Balbino, 39 anos, jogava bola de gude no carro para o motorista pensar que o motor do veículo estivesse com problemas. Os golpes chegaram a R$ 20 mil. O delegado adjunto da DEDC, Vinícius Borges Martins, disse que somente nesta manhã (29), seis vítimas reconheceram o golpista.

De acordo com as investigações, o funcionário público parou o veículo em uma avenida movimentada em Curitiba e, na volta, notou que o carro não pegava. Como um ‘anjo’, o falso mecânico apareceu para ajudar o motorista. Na verdade, ele mesmo abriu o capô do veículo e retirou uma peça, assim que o motorista se afastou. Balbino disse que sabia o que tinha acontecido e que logo voltaria com a peça. Minutos depois, ele apareceu e, simplesmente, encaixou novamente a peça do veículo – que estava intacta antes de o motorista descer. A ‘mãozinha’ custou R$ 700.

Lado a lado

Outra forma de Balbino agir, segundo a polícia, era emparear um veículo Gol preto com placa Itajaí, que é da mulher dele, com o carro de uma vítima. Ele então começava a jogar bolas de gude no carro para o motorista parar o veículo. Feito isso, ele também abordava o motorista dizendo que poderia arrumar o suposto problema.

O delegado adjunto da DEDC, Vinícius Borges Martins, disse que as vítimas podem passar de 50. “Agora, o momento é que as pessoas que passaram por estas situações venham até aqui para conseguirmos fazer o reconhecimento do suspeito”, disse. Balbino será autuado em flagrante por estelionato.