Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique

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Faca encontrada pela DHPP que pode ter sido usada no crime. Foto: Bruno Henrique/Banda B

JULIA

Júlia desapareceu e foi encontrada morta no outro dia com 10 facadas. Foto: Facebook

A faca utilizada no crime da adolescente Júlia Souza da Silva, 12 anos, morta no último dia 14 em um matagal próximo ao Zoológico de Curitiba, no bairro Alto Boqueirão, pode ter sido encontrada pela equipe de investigação. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que uma faca foi encontrada no fim da tarde desta segunda-feira (18) próxima de onde o corpo da garota foi localizado. A arma passará por perícia no Instituto de Criminalística.

De acordo com o delegado Fabio Amaro, a faca de cozinha estava a cerca de 2 0metros do local onde o corpo da garota foi encontrado pelo pai. Há marcas vermelhas que podem ser de sangue. “O material já foi levado para fazer perícia e logo depois haverá confronto de digitais no Instituto de Identificação”, explicou.

Pessoas próximas da garota prestam depoimento à DHPP desde o crime. A polícia já sabe que no dia do sumiço dela, Júlia não teria ido à escola. “Várias pessoas foram ouvidas, pessoas próximas, familiares, vizinhos, diretores, alunos, namorado da garota e até mesmo de outros envolvimentos anteriores porque, embora tenha pouca idade, já teve outros relacionamentos”, descreveu.

Alunos da escola onde a garota estudava contaram à Polícia Civil que o matagal, onde o corpo de Júlia foi encontrado, era frequentado por estudantes que gazeavam aula. “Todos sabem que, para fugir dos olhares dos diretores e dos professores, os alunos iam para esse matagal. Também tivemos contato com o histórico escolar dela, que tinha conflitos escolares e alguns manifestos interdisciplinares na rotina”, conta.

Pai

O pai da garota que foi preso logo após a descoberta do assassinato de Júlia permanece detido. O mandado de prisão dele é de 2003 pelo crime de roubo e resistência. “Ele encontrou o corpo da filha porque já sabia que aquele local era frequentado pela garota e por outros alunos. Nenhuma hipótese está descartada, mas inicialmente, o fato do pai ter encontrado a garota morta não o faz suspeito”, revela.

Crime

A garota desapareceu no fim da tarde de quarta-feira (13) quando não voltou para casa depois da aula. A família mora no bairro Ganchinho e ela estuda em um colégio na região do Alto Boqueirão. A mãe entrou em contato com a Rádio Banda B na manhã de quinta-feira (14) para pedir ajuda na divulgação do sumiço da garota. Poucos minutos, a família entrou em contato com a redação da Banda B para contar a localidade do corpo da garota.

Brutalidade

Júlia levou várias facadas, inclusive no pescoço, e lutou para sobreviver, de acordo com a perita Clarice Kraveltz, que prestou os primeiros atendimentos no local de morte. Segundo ela, o pai, que foi o primeiro a encontrar o corpo, notou que a garota estava com as calças para baixo. Há hipótese de a garota ter sido abusada sexualmente.

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