Da Redação

A exumação realizada no corpo de Renata Muggiati pode ocasionar uma nova reviravolta no caso quase dois meses após a morte. De acordo com matéria divulgada pelo jornal Gazeta do Povo nesta quinta-feira (5), o exame mostra que a modelo fitness foi vítima de asfixia mecânica por vários minutos. O laudo então contradiz o resultado da necropsia realizada pelo médico legista Daniel Colman, do Instituto Médico Legal (IML), que afirmava não ter havido a asfixia e que motivou o pedido de liberdade do principal suspeito, Raphael Suss Marques.

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Foto: Reprodução

Essa nova análise, segundo aponta a Gazeta do Povo, além de revelar que houve morte agônica – aquela que causa sofrimento -, aponta que Renata já estava morta quando caiu do prédio. O caso está sob segredo de Justiça.

No último dia 16 de outubro, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizou a reconstituição do caso logo após a soltura de Raphael. A reconstituição aconteceu no apartamento do casal, no mesmo horário da morte de Renata. Policiais seguiram a versão do que teria acontecido de acordo com o relato de Rafael e também com base no laudo das lesões sofridas por Renata, segundo o IML.

A exumação foi realizada a pedido da Polícia Civil, que buscava informações complementares e a contradição dos exames deve causar ainda mais polêmica no caso. Tanto o Ministério Público, como a Justiça tentam entender os motivos dos diferentes resultados.

O caso

Renata Muggiati morreu no último dia 12 de setembro após cair do 31° andar. Inicialmente o caso foi tratado como suicídio, mas novos fatos apontaram para a possibilidade de um crime. No dia 25, a Justiça do Paraná decretou a prisão temporária. O IML indica que a morte de Renata aconteceu por asfixia e não pela queda. Desde o início, Raphael nega as acusações.

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