Segundo o Jornal Diário Catarinense, um ex-zagueiro com passagens por São Paulo, Fluminense e Coritiba foi detido pela Polícia Federal (PF) por envolvimento com uma quadrilha de contrabando que atua no Paraná, nesta quinta-feira, durante a Operação Fractual. Morador de Curitiba, ele é apontado como chefe do esquema na cidade e por isso teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Além dele, assessores de deputados estaduais e policiais militares e civis foram presos.

De acordo com o delegado Igor Romário de Paula, o ex-jogador integrava uma rede que pagava propina para policiais rodoviários estaduais do Paraná para facilitar a entrada de carregamentos de contrabando. O ex-jogador de futebol foi campeão carioca pelo Fluminense em 1995. Na final, o time bateu o Flamengo por 3×2 com um gol de barriga de Renato Gaúcho.

A quadrilha que o ex-zagueiro estaria envolvido inclui assessores de uma deputado estadual do Paraná e três coronéis da Polícia Militar paranaense. Eles usariam Santa Catarina para lavar dinheiro e investiriam dinheiro ilícito em jogo ilegal

As informações são do Diário Catarinense

Queriam derrubar o comando da PM

Os oito policiais militares do Paraná presos, sendo três oficiais, na manhã desta quinta-feira, em Curitiba, durante a Operação Fractal da Polícia Federal (PF), queriam a todo o custo derrubar o atual comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberson Luiz Bondaruk. O motivo desta tentativa de ‘golpe de estado’, segundo o delegado José Alberto de Freitas Iegas, da PF, é que Bondaruk não cedia à pressão da quadrilha.

Em um diálogo revelado pela PF, um dos envolvidos no esquema chegou a dizer: “Olha, sujou. Com este novo comandante não temos acerto”. Segundo Iegas, por meio de uma pressão interna, os oficiais envolvidos queriam sim desestabilizar a gestão de Bondaruk. “Usavam da influência para tentar prejudicar o atual comandante, porque ele não havia entrado no esquema”, afirmou Iegas.

Presente na coletiva, Cid Vasques, secretário de Segurança Pública, foi questionado se com esta declaração de um dos envolvidos é possível afirmar que nos comandos anteriores havia acerto. “Não sei dizer”, disse ele, sem se aprofundar sobre o tema.

Por sua vez, Bondaruk não quis falar sobre o possível esquema contra ele e apenas comentou a prisão dos policiais. “Já temos até o momento oito policiais militares presos em todo o estado. Talvez ainda tenhamos novas prisões feitas, mas que não podem ser ditas ainda. É uma parceria forte entre os órgãos de Segurança Pública contra o crime organizado”, disse.

Deputado se diz surpreso

O gabinete do deputado estadual Waldyr Pugliesi (PMDB) foi alvo de uma ação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (25). Documentos e computadores foram apreendidos dentro da Operção Factal, que investiga o envolvimento de assessores do deputado e também de policiais militares em jogos ilícitos e contrabando.

O deputado confirmou a operação e disse que ficou surpreso com a prisão de seu assessor, Elielton Mayer. “Estou surpreso. Estava em casa quando fui avisado de que a Polícia Federal precisava entrar em meu gabinete. Nem sabia do que se tratava. Vim logo para ninguém dizer que estou fugindo”, disse Pugliesi.