Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

Sibele era cabeleireira e trabalhava em uma grande rede de salões. Foto: Reprodução Facebook

A horas de prestar o primeiro depoimento após a ex-namorada ter sido encontrada morta em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, o motorista João Carlos Nascimento Júnior, 30 anos, diz que está tranquilo com os julgamentos precoces. O corpo da cabeleireira Sibele Staroi, 33 anos, foi encontrado ao lado da ponte de um rio, na tarde da última quinta-feira (15) com sinais de asfixia e parcialmente carbonizado. “Eu já nem abro a internet mais porque parece que me colocaram como principal suspeito. A gente não estava mais junto, tínhamos dado um tempo e parece que estão falando sobre mim, mas eu vou depor hoje e vamos achar quem fez isso com ela”, disse o ex-namorado à Banda B. O depoimento dele está marcado para às 14 horas desta segunda-feira (19), na Delegacia de São José dos Pinhais.

O casal ficou junto por cerca de três meses e terminou no início de junho. Ensaiando um possível retorno, Júnior contou que eles não deixaram de trocar mensagens, mas garantiu que só soube depois que Sibele tinha ido a uma balada sertaneja, na BR-116, em Curitiba, na noite do crime. “Eu não sabia que ela tinha saído e pelo que contaram ela estava com as amigas, lá, não em São José como tinham falado. É um lugar onde a gente frequentava bastante, conhecia muita gente. Na quinta-feira eu mandei mensagem pra ela, mas não chegou, achei que estava sem bateria, na sexta eu liguei para a mãe dela porque achei estranho porque ela tinha celular de conta e nunca ficava sem internet, mas quem atendeu foi a filha dela, que me contou que ela estava sumida”, descreveu o ex-namorado.

O corpo de Sibele foi encontrado sem roupas na parte de cima e com sinais de asfixia no pescoço, na rua Teófilo Negosek, na Colônia Zacarias. Tudo indica, segundo a polícia, que o crime ocorreu horas antes do corpo ser encontrado, já que ainda havia sinais de fogo quando os policiais chegaram no local.

Pelas informações que ele teve da amiga que levou Sibele para a casa noturna, de carona, a vítima teria reencontrado um amigo na balada. “Ela me contou que a Sibele estava falando com um amigo do ex-marido, que foi morto há uns seis ou sete meses. Depois disso, ela saiu para dançar, passou o tempo e ela não encontrou mais a Sibele, mas elas frequentavam bastante aquele lugar, conheciam segurança, todo mundo, e então a amiga foi embora depois de saber que ela tinha ido embora com esse cara”, contou Júnior.

Em depoimento informal, a amiga de Sibele contou que esse amigo garantiu que deixou Sibele em frente de casa. O ex-namorado alerta que há câmeras de segurança em frente a casa dela e as imagens poderão auxiliar nas investigações.

Álibi

Júnior contou que na noite do crime estava na casa da ex-mulher, com quem tem uma filha. “Fui casado há 10 anos e fiquei aqui semana passada, no feriado, quarta, quinta. Eu até entendo porque quando acontecem essas coisas geralmente é o ex-namorado e eu tinha certeza que isso ia cair pro meu lado, é complicado, mas eu sei que tinha consciência está tranquila, nem saí de casa naquele dia, estava na casa da minha ex, nem tinha falado com ela o dia todo”, detalhou o ex-namorado.

Mesmo assim, Júnior contou que eles tinham trocado mensagens carinhosas dias antes, sobre um possível retorno. “A gente estava praticamente morando junto, sentíamos falta um do outro. Mas, terminamos e estávamos terminados já há algumas semanas. Até o carro que ela tirou para eu trabalhar como Uber ficou lá na casa dela, não ficou comigo. Eu estava pagando, ela não me deu de presente como falaram”, finalizou.

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