Da Redação

Chegou ao fim nesta terça-feira (13), no Fórum de Colombo, a primeira etapa de depoimentos na audiência que analisa o suposto caso de tortura contra os quatro suspeitos pela morte da menina Tayná. As demais testemunhas agora passam a ser ouvidas em outras cidades, como Curitiba e Araucária, e os policias só voltam a falar após um questionamento realizado pela defesa ao Instituto de Criminalística (IC) sobre os laudos, o que pode levar até 120 dias para acontecer.

De acordo com um dos advogados que representa os policiais do Alto Maracanã, Marluz Dalledone, os sete dias de interrogatórios foram de intenso trabalho e serviram para dar tranquilidade à defesa. “Fizemos alguns questionamentos ao IC sobre o laudo e eles estão verificando. Nossos clientes só falarão de novo após essa resposta”, disse.

A Justiça aceitou denúncia contra 16 acusados de torturarem os quatro em agosto de ano passado. Cerca de duas semanas após o crime, o então advogado dos jovens disse que eles teriam confessado a autoria após tortura. O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia contra 21 suspeitos de tortura, mas a Vara Criminal de Colombo disse que não iria julgar os outros cinco, que teriam cometido os atos de tortura em Araucária e em Campo Largo.