Por Denise Mello e Antonio Nascimento

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Rodrigo e Ellen – Reprodução Facebook

A esposa do soldado da Polícia Militar Rodrigo Federizzi, 32 anos, desaparecido desde o dia 28 de julho, Ellen Federezzi, comprou três malas de viagem dias antes do sumiço do marido. A informação apurada pela polícia é importante porque Ellen foi presa como suspeita de envolvimento no desaparecimento do companheiro. Na casa da família, a polícia encontrou vestígios de sangue em vários locais e também em um serrote. As manchas só apareceram por meio do uso de um produto chamado luminol, que evidencia manchas de sangue mesmo quando o local é lavado. A casa de Ellen e Rodrigo estava limpa.

Oficialmente, a Secretaria de segurança Pública do Paraná (Sesp) afirma que trabalha ainda com a hipótese do soldado estar vivo, já que o suposto corpo não apareceu. As investigações estão sendo feitas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O caso segue cercado de mistério. A polícia trabalha para descobrir qual seria a motivação do suposto crime e deve divulgar nas próximas horas o resultado do exame de DNA do sangue encontrado na casa. Os pais de Rodrigo já forneceram material de comparação.

O pai de Ellen atendeu a um telefonema da reportagem da Banda B nesta quinta-feira e, de forma breve, disse, que jamais a filha faria uma coisa dessas. “Não sabemos de quase nada. Tá tudo com o advogado, mas jamais a minha filha seria capaz de um absurdo desse, de jeito nenhum. Ela sempre foi carinhosa com ele, com o filho, com a gente. Os dois tinham uma relação de dar inveja, não sei o que tá acontecendo”, disse o pai, chamado Ismael.

A polícia continua fazendo buscas pelo suposto corpo e Ellen segue presa pelo menos por 30 dias. Ela nega qualquer envolvimento no desaparecimento do marido.

Em entrevista à Banda B no começo da noite desta quinta-feira (11), o advogado Reinaldo Vinicius Gonçalves Vieira, que representa a família do soldado,  disse que o momento é muito difícil para a família, que não consegue encontrar motivo para o desaparecimento do policial militar. “Eles estão muito chocados e abalados. Todos estão aguardando o depoimento da Ellen, a quem nunca suspeitaram, e querem saber o que ela tem a dizer”, disse.

Desaparecimento

A Banda B divulgou o desaparecimento do soldado na manhã do dia 1º de agosto. Segundo informações da família, Rodrigo saiu de casa às 10h30 e não voltou mais. Estava escalado para comparecer na Secretaria de Segurança Pública do Paraná, setor de monitoramento de tornozeleira eletrônica, e também não apareceu.

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