Da Redação
O enfermeiro que cuidava do ex-atacante Washington, do Atlético-PR, no dia em que ele foi encontrado morto em sua casa, no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba, deve ser a última pessoa a ser ouvida no inquérito policial que investiga o caso, na Divisão de Homicídios de Curitiba. A informação foi confirmada à Banda B nesta quinta-feira (29) pelo delegado Fábio Amaro.

De acordo com Amaro, também serão ouvidos familiares do ex-jogador e outras pessoas do grupo de enfermeiros que cuidava dele. “Se ficar comprovado a omissão de socorro, o enfermeiro será indiciado e poderá pegar uma pena de até quatro anos de prisão”, afirmou.

washington (2)Washington, na carreira de rodas, com o companheiro de ataque Assis (Foto: Divulgação Fluminense)

Washington sofria de esclerose lateral amiotrófica, doença que atinge as células do sistema nervoso central e, gradativamente, prejudica os movimentos, a fala e o sistema respiratório. Por isso, precisava de cuidados o tempo todo. Segundo a família, ele foi encontrado sem o respirador, o que pode se caracterizar como homicídio culposo (quando não há intenção de matar), já que havia um enfermeiro acompanhando o ex-atleta.

Segundo familiares, Washington já não falava e apertava um botão para chamar a atenção do enfermeiro que cuidava dele. Ele morreu com esse botão apertado.

O ex-atleta deixa dois filhos, Giovana e Washington Junior, além da esposa, com quem era casado há 30 anos.

História

Washington César Santos foi ídolo de várias torcidas. Pelo Internacional, esteve no grupo campeão gaúcho de 1981. No ano seguinte, foi campeão paranaense pelo Atlético-PR, venceu o campeonato carioca pelo Botafogo em 1990, o capixaba em 1992 pela Desportiva Ferroviária e o campeonato pernambucano pelo Santa Cruz em 1993.

Jogando pelo Fluminense ele ficou ainda mais conhecido em todo o Brasil. Foram três títulos estaduais, em 1983, 1984 e 1985, e um título brasileiro em 1984.
No final de 2009, Washington recebeu uma homenagem. O jogo entre Fluminense e Atlético-PR pelo Campeonato Brasileiro da Série A, realizado no Maracanã, foi chamado de “Washington Day” e foram arrecadadas contribuições destinadas ao pagamento de seu tratamento.