Uma técnica em enfermagem do Complexo Penal de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba (RMC), foi encontrada com as mãos amarradas na manhã desta sexta-feira (22) na região do São José dos Pinhais, também na RMC. A princípio, pelo fato da vítima trabalhar no sistema penal, a polícia chegou a divulgar que ela seria uma agente penitenciária. À tarde, a Secretaria de Segurança Pública informou que, ela é, na verdade, técncia de enfermagem e trabalha no Complexo Penal. A servidora estava com as mãos amarradas, caída no chão da rua Rosa Moura Machado, na região Rio Pequeno. Ela foi encontrada por policiais militares do Batalhão de Choque que não confirmaram sua identidade.

Informações levantadas pela Banda B apontam que a enfermeira foi levada por um veículo Renault Picasso. O veículo ainda não foi localizado. A polícia trata o caso como um sequestro relâmpago.

Este caso ganhou força porque na última semana houve dois assassinatos de agentes penitenciários. A classe, preocupada, chegou a paralisar as ativadas no início desta semana.

Transferências de presos e negação

Em meio aos assassinatos de agentes e ônibus incendiados no interior do Paraná, o Governo do Estado nega ação de facções criminosas. Para o Secretário de Segurança Pública, Cid Vasques, em entrevista na última quarta-feira (20), “não há indício da ação de facções criminosas em Curitiba”.

Apesar desta negação, o Governo do Paraná realizou a transferência de 38 presos da Penitenciária Estadual de Piraquara para outros estados brasileiros. “Isto já era previsto”, afirmou o secretario.