Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias

Empresário preso não teve o nome divulgado por parte da Polícia Civil. Foto: DM/Banda B

Um empresário de 38 anos foi preso nessa semana com celulares roubados em shoppings de Curitiba por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE). Com ele, os policiais apreenderam cinco aparelhos celulares. O suspeito, que é dono de uma loja de revenda e conserto de celulares no bairro Cajuru, também é credenciado como vigilante junto a Polícia Federal.

Os aparelhos, segundo o delegado Marcelo Magalhães do COPE, foram roubados de lojas de eletrônicos de dois shoppings de Curitiba – um no bairro Batel e outro no Centro Cívico.  “Soubemos sobre uma loja que estava tentando repassar celulares com modelos dos que foram levados nesses roubos por valores inferiores ao praticado no mercado e fomos até lá. Uma pessoa foi presa em flagrante com um modelo furtado em um assalto no Batel e na casa dele encontramos outros celulares”, esclareceu, em entrevista coletiva, na manhã desta sexta-feira (7).

Ele chegava a vender por R$ 1,5 mil um aparelho que custava cerca de R$ 3 mil. “Soubemos que diversas pessoas foram até a loja para comprar o produto e quando souberam que estavam sem notas e procedência desistiram da compra”, disse Magalhães.

Além dos celulares, a polícia apreendeu com o empresário seis munições intactas de calibres 9, 40 e 380 restrito e permitido. Em sua loja a polícia encontrou um celular roubado.

O secretário de Segurança Pública Wagner Mesquita afirmou que as investigações continuam, justamente para identificar uma possível facilitação, já que o empresário preso era credenciado para atuar como vigilante. “Vamos investigar se houve, ou não, participação de vigilantes, se teve facilitação por parte de alguns, justamente porque ele tinha curso e cadastro junto a Polícia Federal”, alertou o secretário.

Segundo Mesquita, a população precisa estar em alerta quanto a venda de produtos roubados. “A receptação é crime previsto no Código Penal na forma simples, com pena de um ano, mas que pode chegar a oito se ela for praticada na forma de comércio. Desconfiar de um produto sem nota, desconfiar de um produto que não corresponde ao valor de mercado e não adquirir porque está fomentando a atividade criminosa, que movimenta drogas, armas e dinheiro”, defendeu.

O secretário afirma ainda que as ações criminosas partiram para lojas e comércios de eletrônicos novos, visto que não há, ainda, sistema de rastreamento. “Produto novo não está com o sistema de rastreamento acionado e não está bloqueado por senha”, finalizou.

O empresário está detido no COPE e à disposição do Poder Judiciário. Ele vai responder pelos crimes de receptação e posse de munição de uso restrito e permitido.

Para denúncias anônimas, a população pode usar o dique-denúncia, por meio do 181, onde as informações serão repassadas anonimamente e tratadas dentro do órgão de inteligência da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública (SESP-PR).