Por Elizangela Jubanski

Com ele, a polícia encontrou um celular roubado e outros quatro dentro da casa do acusado. Foto: Polícia Civil/Divulgação

O dono de uma loja de revenda e consertos de celulares, de 38 anos, preso pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) com celulares roubados em shoppings de Curitiba está solto. O juiz de direito Rubens dos Santos Júnior concedeu liberdade provisória com fiança ao acusado e definiu um valor de R$ 2 mil, já pago pela família. O suspeito foi preso durante a semana, dias após assaltos em shopping – Batel e Centro Cívico.

No despacho, o juiz exigiu que o empresário compareça mensalmente em juízo para informar e justificar quais as atividades que está exercendo, durante o inquérito e de eventual processo. Também o proibiu de sair de Curitiba por mais de oito dias, sem prévia autorização judicial.

O empresário está sendo investigado ainda sobre uma possível relação de facilitação, já que é registrado e credenciado junto a Polícia Federal (PF) como vigilante. Com ele, a polícia encontrou um celular roubado e outros quatro dentro da casa do acusado.

Além disso, a polícia apreendeu com o empresário seis munições intactas de calibres 9, 40 e 380 restrito e permitido. Segundo as investigações, o acusado chegava a vender por R$ 1,5 mil um aparelho que custava cerca de R$ 3 mil a R$ 4 mil.

Roubo

Os celulares recuperados foram levados durante duas ações criminosas ocorridas no inicio deste mês de abril. O primeiro assalto aconteceu na noite do dia 1º, na loja de um shopping localizado no bairro Centro Cívico, quando três homens armados invadiram o estabelecimento, levando diversos aparelhos celulares.

O outro caso ocorreu na noite do dia 4, na loja de um shopping no bairro Batel, quando quatro homens armados deram voz de assalto, levando também vários aparelhos eletrônicos, entre eles, celulares.

Nota Sesp

A Sesp não comenta decisão judicial. Lamenta, no entanto, que nosso ordenamento jurídico permita que uma pessoa suspeita de receptar celulares roubado de shoppings de Curitiba seja libertado mediante pagamento de fiança no auge desta atividade criminosa que coloca em risco a vida de milhares de pessoas. Lamenta ainda pelos nossos policiais civis e militares que trabalham arduamente para prender criminosos para depois vê-los soltos dias depois.