Por Felipe Ribeiro

Em total sigilo, o corpo da menina Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, foi exumado na tarde desta quarta-feira (28) no Cemitério Ecológico Misto Jardim Colina Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O advogado da família da Tayná, Luis Gustavo Janiszewski, que havia solicitado o exame na semana passada, afirmou não saber de sua realização. De acordo com informações do local, a ação durou cerca de duas horas e meia.

11.07.13 TAYNA

Foto: Reprodução Facebook

O pedido, feito pelo Ministério Público, havia sido aceito pelo Tribunal de Justiça na tarde de ontem. De acordo com o promotor Paulo Sergio Markowicz de Lima, a perícia anterior havia sido bem realizada, mas o pedido foi motivado por alguns pontos que precisavam ser esclarecidos. “O procedimento chegou a ser negado à família pelo fato deles não terem legitimidade para fazer o pedido, mas nós e o Dr. Guilherme Rangel (delegado que cuida do caso) resolvemos pedir o exame por se tratar de uma medida importante para o inquérito”, disse.

Segundo o promotor, a perícia foi positiva e o estado de putrefação do corpo não impediu que os peritos extraíssem suas conclusões. “Tomamos todas as cautelas para convocar os peritos ao IML para evitar qualquer constrangimento e a própria juíza escolheu os dois que participaram do ato”, concluiu.

Em nota, o MP esclareceu ainda que irá renovar nesta quinta-feira, 29 de agosto, o prazo de mais 30 dias para continuidade das investigações, conforme solicitado pela autoridade policial.

Durante a semana, o advogado Janisewski, que teve o pedido de exumação negado, chegou a dizer à reportagem da Banda B que ainda haviam dúvidas em relação ao homicídio.

Participaram da exumação os peritos Marcos Souza e Carlos Peixoto Baptista. O chefe do necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, Alexandre Gebran Neto, chegou a comparecer ao cemitério, mas só interferiria se solicitado pelos outros peritos.

No começo do mês de agosto, Gebran, que foi o responsável pela coleta dos materiais para exames complementares do corpo da adolescente afirmou que a necropsia feita em Tayná seguiu todos os procedimentos legais e não tinha porque ser questionada. No entanto, a Vara Criminal negou o pedido do advogado da família. No mesmo documento, a Justiça deferiu o mesmo pedido feito pelo Ministério Público.

Crime

Tayná morreu estrangulamento com o cordão de um sapato no último dia 25 junho em Colombo. Quatro suspeitos chegaram a ser presos, mas após uma suspeita de tortura por parte de policiais civis, foram soltos e permanecem fora do Paraná no programa de proteção a testemunhas.

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