Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

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Ellen participando da reconstituição do crime, na manhã de ontem. Foto: Banda B

Dezesseis dias após a prisão de Ellen Federizzi, a motivação para o crime contra o marido dela, o policial militar Rodrigo Federizzi, começa a ser delineada pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Com todos os detalhes da reconstituição do crime, feita na manhã de nesta quinta-feira (25), no apartamento da família e na zona rural de Araucária, na região metropolitana, os investigadores partiram para os esclarecimentos sobre a origem das discussões que culminaram na morte do policial.

Em novo depoimento, no fim da reconstituição na tarde de ontem, novos esclarecimentos trouxeram à tona o motivo que fez Ellen se encorajar para matar o marido, embora não tenha sido planejado – segundo o que apontam as investigações. A esposa do policial confessou ser viciada em jogos de azar e ter perdido grande parte do dinheiro da poupança do marido.

Além disso, ela disse ser compradora compulsiva e gastava com roupas, acessórios e outros investimentos para o salão de beleza que ela planejava abrir. Festas e viagens para a família dela também foram mencionadas no depoimento, mas não há detalhes sobre de que forma esse dinheiro era oferecido a eles. A quantia gasta por Ellen soma cerca de R$ 48 mil.

Falso sequestro

Ellen também confessou que o sequestro relâmpago, ocorrido semanas antes do crime, foi simulado por ela para que ganhasse mais tempo quanto às cobranças do marido em relação ao sumiço do dinheiro. Sem cartões de débito e crédito, Federizzi teria que esperar mais dias para acessar a conta poupança, administrada pela esposa. A aliança que Ellen afirmou ter sido roubada pelos sequestradores foi encontrada junto com a documentação do carro da família, no porta-luvas.

Caso

Rodrigo teria sumido na manhã do dia 28 de julho e a esposa registrou Boletim de Ocorrência (BO) no dia 30, alegando que ele tinha saído de casa para resolver assuntos pessoais. A esposa do policial foi presa na noite de quarta-feira (10) em casa, no bairro Tatuquara, em Curitiba, após perícia minuciosa feita dentro da residência da família que, por meio da substância química luminol, foi encontrado sangue humano no quarto e no banheiro.

A casa estava totalmente limpa e o produto reagiu ao composto quando analisado nos dois cômodos. Um serrote, também com marcas de sangue, foi encontrado dentro da casa. O mandado de prisão de Ellen é temporária, válida por 30 dias, e decretada pela 1ª Vara Criminal de Curitiba. Rodrigo trabalhava na Secretaria de Segurança Pública do Paraná, setor de monitoramento de tornozeleira eletrônica. Juntos, o casal tinha um filho de 9 anos.

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