Por Felipe Ribeiro e Geovane Barreiro

Em depoimento prestado à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) nesta sexta-feira (12), a esposa do policial militar Rodrigo Federizzi, Ellen Federezzi, negou ter cometido o assassinato dele. Questionada sobre o desparecimento, ela apenas afirmou que acredita que o marido está vivo. A informação foi confirmada à Banda B no começo da tarde deste sábado (13) pelo advogado da família de Rodrigo, Reinaldo Vinicius Gonçalves Vieira.

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Reprodução Facebook

Para o advogado, o mais importante no momento ainda é descobrir o paradeiro de Rodrigo. “O mais importante, que chegou até chegou a ser ventilado equivocadamente, é que ela não afirmou em nenhum momento que ele está morto. Então as buscas continuam”, disse o advogado.

Informações repassadas à Banda B dá sexta-feira (13) dá conta de que Ellen comprou três malas de viagem dias antes do sumiço. Ellen segue presa suspeita de envolvimento no desaparecimento do marido. Na casa da família, a polícia encontrou vestígios de sangue em vários locais e também em um serrote. As manchas só apareceram por meio do uso de um produto chamado luminol, que evidencia manchas de sangue mesmo quando o local é lavado. A casa de Ellen e Rodrigo estava limpa. O caso segue cercado de mistério. A polícia trabalha para descobrir qual seria a motivação do suposto crime.

O pai de Ellen atendeu a um telefonema da reportagem na quinta-feira e, de forma breve, disse que jamais a filha faria uma coisa dessas. “Não sabemos de quase nada. Tá tudo com o advogado, mas jamais a minha filha seria capaz de um absurdo desse, de jeito nenhum. Ela sempre foi carinhosa com ele, com o filho, com a gente. Os dois tinham uma relação de dar inveja, não sei o que tá acontecendo”, disse o pai, chamado Ismael.

Desaparecimento

A Banda B divulgou o desaparecimento do soldado na manhã do dia 1º de agosto. Segundo informações da família, Rodrigo saiu de casa às 10h30 e não voltou mais. Ele estava escalado para comparecer na Secretaria de Segurança Pública do Paraná, setor de monitoramento de tornozeleira eletrônica, e também não apareceu.

Ellen foi presa dentro de casa, em um conjunto de apartamentos.  O mandado de prisão de dela é temporário, válida por 30 dias, e decretada pela 1ª Vara Criminal de Curitiba.