Por Luiz Henrique de Oliveira

A família do policial militar Rodrigo Federizzi enviou nota à imprensa, na tarde desta sexta-feira (19), em tom de desabafo. Mostrando preocupação com o filho de nove anos de Rodrigo com Ellen Federezzi, que matou o marido com um tiro na nuca, o documento pede por justiça a quem o policial confiou e lhe deu como resposta o ‘beijo da morte’.

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(Foto: Reprodução Facebook)

Segundo o documento, o sentimento da família é de indignação. “Estamos despedaçados, cada familiar e amigo que conheceu o Rodrigo e sabe a pessoa querida e amável que ele foi, sente a imensa dor que é perdê-lo. O sentimento é de indignação, principalmente pela forma brutal como tudo aconteceu e por todas as mentiras que estão sendo descobertas”, diz um trecho.

A nota também mostra preocupação com o filho do casal. “Saber o quanto ele trabalhou para dar o melhor ao seu filho e ter sua vida ceifada por uma pessoa em quem ele confiou cegamente e que, até o momento fazia parte da família, é ainda mais doloroso. Mas nossa maior preocupação agora é a criança que está envolvida nessa historia terrível e que, mesmo sem culpa nenhuma, terá sua
infância marcada por este trauma”, descreve outra parte do documento.

Por fim, a família diz não querer vingança. “Acreditamos que a justiça será feita e só assim poderemos acalmar nossos corações, tendo a certeza de que a pessoa que o tirou de nós está no lugar que merece. Queremos agradecer a todos os policiais civis e militares envolvidos na investigação, que não medem esforços para nos dar respostas, e também a todos que tem rezado por nós nesse momento de tanta tristeza, nosso sincero obrigado”, conclui a nota.

Caso

Rodrigo teria sumido na manhã do dia 28 de julho e a esposa registrou Boletim de Ocorrência (BO) no dia 30, alegando que ele tinha saído de casa para resolver assuntos pessoais. A esposa do policial foi presa na noite de quarta-feira (10) em casa, no bairro Tatuquara, em Curitiba, após perícia minuciosa feita dentro da residência da família que, por meio da substância química luminol, foi encontrado sangue humano no quarto e no banheiro.

A casa estava totalmente limpa e o produto reagiu ao composto quando analisado nos dois cômodos. Um serrote, também com marcas de sangue, foi encontrado dentro da casa. O mandado de prisão de Ellen é temporária, válida por 30 dias, e decretada pela 1ª Vara Criminal de Curitiba. Rodrigo trabalhava na Secretaria de Segurança Pública do Paraná, setor de monitoramento de tornozeleira eletrônica. Juntos, o casal tinha um filho de 9 anos.

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