Depois de os bandidos ignorarem a megaoperação “Nhapecani” das policiais civis e militares, no bairro Parolin em Curitiba, e efetuarem dois assaltos, o Comandante-Geral da PM, coronel Roberson Luiz Bondaruk, disse que esta ação ‘infelizmente é passível de acontecer’. Em entrevista à Banda B na tarde desta quinta-feira o comandante alegou que tecnicamente não há como prever estas situações. “Durante estas operações maciças há entremeios em regiões próximas que este acaba acontecendo, mas elas acabam tendo uma repressão mais imediata porque o efetivo age prontamente nestas situações”, explica o coronel.

Durante a manhã desta quarta-feira uma residência da rua João Viana Seiler, por volta das 7 horas, foi assaltada. Ela estava a três quadras do bloqueio policial na rua Brigadeiro Franco. Um homem armado invadiu a casa e rendeu uma idosa de 70 anos e o filho dela, que fazia a barba no banheiro. Os dois foram obrigados a deitar no chão da cozinha e entregar carteiras e pertences. Outra mulher dormia no quarto na hora da invasão, mas não chegou a ser rendida. “Ele apontou a arma na nossa cabeça. Foi um horror. Nunca pensei passar por isso”, disse a moradora. O bandido não quis levar o carro da família e fugiu a pé.

Ao mesmo tempo, na mesma região, um restaurante foi assaltado também por bandidos armados. O assalto aconteceu na rua Alagoas, a poucas quadras do bloqueio da polícia. Ninguém ficou ferido e os bandidos fugiram.

“Todo o empenho da Segurança Pública do Paraná é que isso não aconteça”, disse o comandante Bondaruk.

Operação

Cerca de 6 mil agentes de segurança pública, sendo quase 5,2 mil policiais militares, participaram da segunda edição da “Operação Nhapecani” a partir das 6h de ontem (6), em todo o Paraná. Em um dia de operação conjunta entre as polícias civis e militares 190 pessoas foram detidas e 19 armas foram apreendidas. “A Operação teve 50% de aumento na sua efetividade levando em consideração que a operação teve duração de apenas 24 horas”, disse o comandante da PM. De acordo com ele, 39 mil pessoas foram abordadas, 23 mil veículos checados, destes 500 foram apreendidos e 12 deles recuperados. “Este resultado foi muito expressivo e que mostra que esta integração entre as polícias é extremamente fundamental”, comemora o coronel Bondaruk.

Sobre uma terceira megaoperação o comandante é enfático. “Fazemos um planejamento, mas marcamos a data mais próxima da operação para não correr nenhum risco de efetividade. Mas, elas vão acontecer sim”, alertou.