Por Felipe Ribeiro e Maisy Pires

Um segurança do Shopping Estação, em Curitiba, foi afastado do quadro de funcionários nesta segunda-feira (15) após dois estudantes denunciarem um caso de agressões que teriam sofrido próximo à entrada do estabelecimento. De acordo com uma das vítimas, que prefere não se identificar, os amigos chegavam para assistir a um filme no cinema quando o segurança que cuida da entrada pela Rua Rockefeller puxou o braço de um deles e solicitou a saída do estabelecimento por volta das 22 horas da última quinta-feira. Após um primeiro conflito e registro de reclamação junto a administração, o segurança ainda teria os aguardado na saída e golpeado um deles com vários socos e chutes.

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Um dos estudantes, de 24 anos, contou à Banda B que, logo depois de permitir a entrada, o segurança teria agarrado o braço de um deles e exigido a saída. “Com a nossa recusa, já que o filme estava prestes a começar, ele puxou o meu braço e disse que pela porta dele nós não iríamos entrar. Com isso, decidimos registrar a reclamação”, explicou.

Antes de seguir até a administração, um dos amigos decidiu filmar o que ocorria com a câmera do celular e chegou a questionar os motivos das agressões. Os estudantes, então, registraram a reclamação e pediram reembolso do ingresso comprado, o que não aconteceu.

“Foi então que saindo, por volta das 23h15, ele estava nos aguardando na Avenida Sete de Setembro. Esse segurança então tentou nos bloquear, empurrou meu amigo para o chão e deu vários chutes na cabeça”, afirmou.

Já do lado de fora, os jovens decidiram sair do local correndo e conseguiram a ajuda de um advogado para registrar o crachá do segurança. Ambos então seguiram ao pronto-socorro, onde conseguiram tratamento médico.

Um boletim de ocorrência foi registrado e a Polícia Civil já solicitou junto ao Shopping Estação as imagens das câmeras de segurança. Os dois estudantes realizaram exames no Instituto Médico Legal (IML).

Em nota, o Shopping Estação afirma que repudia qualquer ato de violência e solicitou o desligamento imediato do funcionário terceirizado, que não trabalha mais no local. “O fato ocorreu do lado de fora do empreendimento, depois de encerrado o expediente do funcionário, com o shopping fechado, e a administração prestou atendimento aos clientes”, afirma a nota.