Da Redação

O Grupo de atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), coordenado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), denunciou 12 policiais por envolvimento em crimes como homicídios, torturas e ocultação de cadáver. A informação foi confirmada pelo coordenador do órgão, Leonir Batisti, à Banda B na manhã deste sábado (2).

As denúncias estão vinculadas a dois casos que aconteceram no ano passado: a execução de três supostos assaltantes de residência no bairro Umbará, em Curitiba, e a tortura e desaparecimento de um ajudante de pedreiro em Piraquara, na região metropolitana. O Gaeco pediu à Justiça a prisão preventiva de todos os acusados.

O primeiro caso ocorreu no dia 19 de outubro de 2013, pouco depois de um assalto a uma casa no Umbará. A Polícia Militar (PM) conseguiu deter três suspeitos que, ao invés de serem conduzidos a uma delegacia, teriam sido levados a um matagal, onde foram executados à queima roupa, de acordo com o laudo pericial.

Após o crime, os policiais adulteraram a cena, mudando os corpos de lugar e colocando as armas ao lado das vítimas, para simular um confronto. Cinco PMs foram denunciados por triplo homicídio qualificado e fraude processual.

Tortura e desaparecimento

No segundo caso, o Gaeco informou que o ajudante de pedreiro Edenilson Murillo Rodrigues, de 26 anos, foi torturado até a morte por policiais militares em maio do ano passado. Sete PMs da Ronda Ostensiva de Natureza Especial (Rone) invadiram a chácara onde o homem morava, em Piraquara, após abordar um homem que tinha quatro pedras de crack e que disse, sob tortura, ter comprado a droga lá.

O rapaz levou a Rone até a casa de Edenilson e os policiais o torturaram com chutes, tapas, asfixia e afogamentos por horas, com a filha e a mulher sob a mira de revólveres. O ajudante de pedreiro não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

Os policiais teriam enrolado o corpo dele em um cobertor e levado o cadáver, na viatura, para um lugar desconhecido. Agora, a Justiça deve avaliar o pedido do MPPR para efetuar ou não as prisões dos acusados.